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Dieta para quem tem SOP: veja quais alimentos evitar!

De acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome do ovário policístico (SOP) é uma doença ginecológica que atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, diminuindo as chances de engravidar naturalmente. E, apesar de o tratamento hormonal ser o mais difundido, a verdade é que a dieta e os exercícios físicos são a verdadeira base do tratamento.

Quer saber mais? A Oya Care preparou um conteúdo completo sobre a relação entre a síndrome do ovário policístico e a nutrição. A seguir, você confere quais alimentos evitar e quais colocar no prato sempre que possível — mas sem cair na armadilha de uma dieta restritiva, ok? 

O que é a síndrome do ovário policístico (SOP)?

A síndrome do ovário policístico, também conhecida como SOP, é uma doença ligada ao nosso sistema endócrino. Isso significa que ela se manifesta a partir de um desequilíbrio hormonal, em geral causado por um alto índice de LH (o hormônio luteinizante) ou de insulina. Por conta disso, pode haver um aumento no nível de testosterona produzido no nosso corpo, o que prejudica a saúde das pessoas com ovários.

Os principais sintomas da SOP são os ciclos menstruais irregulares, o aumento de pelos corporais (hirsutismo), acne e a presença de ovários multifoliculares na ultrassonografia (muitas vezes descrita como “ovários de aspecto policístico”). No entanto, a síndrome do ovário policístico também pode estar relacionada a outras doenças (como a resistência insulínica ou até diabetes tipo II) e é uma das causas mais comuns para a infertilidade feminina. Mas não precisa se preocupar: ainda é possível engravidar com SOP!

O diagnóstico pode demorar a ser feito, já que os sintomas são comuns a outros problemas ginecológicos que também precisam ser investigados. Fazer exames de rotina com regularidade e estar atenta aos sinais do seu corpo (como a rotina menstrual) são as formas mais eficazes de identificar a doença em estágios iniciais e começar a tratá-la.

Por que quem tem SOP precisa fazer dieta?

O tratamento da síndrome do ovário policístico é multidisciplinar. Em geral, pode ser  indicado o uso de um método contraceptivo hormonal para o controle dos sintomas — como acne, irregularidade menstrual ou a presença de pelos indesejados. No entanto, esses medicamentos não são responsáveis por tratar, de fato, a doença.

Um estudo publicado na Research, Society and Development observou que o tratamento mais eficaz para a SOP é a mudança de estilo de vida. Isso significa adotar a prática regular de atividades físicas e a ingestão de nutrientes específicos, que auxiliam na perda de peso e no controle da glicemia. 

Por isso, se você já foi diagnosticada com SOP, que tal repensar a sua dieta? Para isso, não é necessário seguir um regime alimentar rigoroso e cheio de restrições: basta ter mais atenção e cuidado ao que você ingere diariamente e entender melhor como esses alimentos podem afetar o seu sistema endócrino. Lembre-se: nutrição e fertilidade estão sempre unidas.

O que não comer na dieta para quem tem SOP?

De modo geral, os alimentos a serem evitados na dieta para quem tem SOP são aqueles ricos em carboidratos e açúcares. Afinal, eles aumentam os níveis de glicemia no sangue de forma muito rápida, o que pode agravar o quadro da síndrome do ovário policístico e desencadear outros problemas — como a resistência insulínica e o diabetes.

Nesse sentido, recomenda-se evitar os carboidratos em geral, mas sobretudo os refinados, brancos e simples. Esse é o caso das massas, biscoitos, cereais industrializados e pães. Para isso, uma opção é consultar uma nutricionista e desenvolver uma dieta “low carb” (baixa em carboidratos, mas rica em outros nutrientes) que funcione para o seu dia a dia.

Além de regular a ingestão de carboidratos, é importante equilibrar o consumo de gorduras saturadas e proteínas. Por isso, vale a pena evitar refrigerantes (mesmo os “zero” ou “diet”, que, apesar de não terem calorias, ainda são cheios de açúcares) e frituras, por exemplo. Quanto às carnes, evite as vermelhas, preferindo o frango e o peixe. Você também pode optar pelas carnes magras — mas com moderação, tá?

Por fim, os açúcares devem ser evitados a todo custo, mesmo aqueles “mascarados” em produtos industrializados. Isso não quer dizer que você precisará abdicar por completo daquele docinho depois do almoço. Contudo, vai ser necessário estar mais atenta aos rótulos dos alimentos e aprender a adaptar esses consumos para torná-los menos frequentes e mais saudáveis.

O que comer na dieta para quem tem SOP?

Como explicamos, a dieta para quem tem síndrome do ovário policístico não precisa ser totalmente restritiva. Com equilíbrio e atenção ao que está sendo ingerido, é possível reduzir os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida. E alguns alimentos ajudam (e muito!) nesse processo.

É o caso das proteínas magras, como o peixe, o frango, os ovos e o tofu. Além disso, apostar nas frutas da estação, sobretudo nas ricas em magnésio e vitamina C (banana, laranja), é uma ótima ideia. Por fim, na hora da salada, lembre-se de incluir fontes de ácido fólico (couve, espinafre, feijão) e grãos integrais (como a aveia e a quinoa). Além de tornarem as refeições mais interessantes, com mais texturas e sabores, eles ajudam o nosso corpo a regular a quantidade de radicais livres, o açúcar e o intestino

Tenha em mente que não existe uma dieta perfeita para todas as pessoas diagnosticadas com SOP. Por isso, essa via de tratamento deve ser amparada por uma ginecologista e por uma nutricionista. Desse modo, são levadas em consideração as suas necessidades específicas, bem como as suas escolhas pessoais — a opção por uma alimentação vegana, por exemplo, exige cuidados específicos para que não haja deficiências nutricionais.

Como saber se tenho síndrome do ovário policístico?

O diagnóstico da síndrome do ovário policístico pode levar alguns anos para ser feito. Isso porque ele depende de uma série de sintomas e fatores que devem ser observados de perto, evitando, assim, o início desnecessário do tratamento medicamentoso. É o caso, por exemplo, de:

  • Cólicas muito fortes;
  • Ciclos menstruais muito longos ou muito curtos, com intervalos irregulares;
  • Fluxo menstrual intenso;
  • Dificuldades para engravidar;
  • Acne intensa;
  • Crescimento de pelos em lugares incomuns, como seios ou barriga.

Diante da presença de um ou mais sintomas, é fundamental agendar uma consulta com uma ginecologista. A médica será a responsável por fazer os pedidos de exame, acompanhar os resultados e, então, direcionar o seu caso para o melhor tipo de tratamento.

Alguns dos exames realizados para identificar a SOP são:

  • A ultrassonografia dos ovários, em geral feita pela via transvaginal. Este é um exame de rotina que permite observar a presença de pequenos cistos nos ovários, além do seu tamanho.
  • Exames de sangue para identificar se há a presença de altos níveis de glicose. Como a SOP é associada à resistência insulínica, é comum que pacientes diagnosticadas com a doença tenham níveis mais altos de glicemia no sangue, o que pode causar outros problemas de saúde, como o diabetes.
  • Exames de sangue para avaliar os níveis hormonais, sobretudo de LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante).

Lembre-se: todas essas dúvidas podem ser resolvidas em uma consulta com a ginecologista. E, agora que você já sabe como a dieta impacta na SOP, você pode aproveitar para entender melhor como engravidar com SOP — mas a gente já adianta: é possível!

ESCRITO POR

Dra. Natalia Ramos Seixas

REVISADO POR

Dra. Natalia Ramos Seixas

A Dra. Natalia Ramos Seixas é a líder médica da Oya Care, especialista em fertilidade e reprodução humana.

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