Conheça 6 mitos e 3 verdades sobre a reprodução assistida!

Você já ouviu falar que a reprodução assistida garante a gravidez? E que todo mundo que passa por uma inseminação artificial tem gêmeos? E que você precisa de uma parceria para poder começar um dos tratamentos? Talvez você já tenha escutado por aí que o legal de fazer uma fertilização in vitro é poder escolher toooodas as características do seu futuro bebê. Será que é tudo verdade?

As técnicas de reprodução assistida já não são tão novas, mas as informações sobre elas ainda são bastante confusas. Se você já pensou em passar por um tratamento de reprodução humana, mas não sabe bem como ele funciona ou o que é ou não verdade, não precisa mais se preocupar: a Oya Care elaborou um conteúdo completo sobre o tema, para tirar todas as suas dúvidas. Para saber mais, é só continuar lendo!

Os tratamentos de reprodução assistida garantem a gravidez

Mito! É verdade que a reprodução assistida pode possibilitar a gravidez em algumas pacientes que lutam contra a dificuldade para engravidar. No entanto, sozinhas, as técnicas de reprodução assistida ainda não conseguem garantir que essa gravidez acontecerá e será levada a termo.

Isso porque o processo gestacional é complexo e depende de muuuuitos fatores, alguns deles ainda fora do nosso controle. Isso significa que a reprodução assistida amplia as chances de gravidez — ou mesmo possibilita essas chances, como acontece nos casos de pacientes com sintomas de infertilidade —, mas não podemos afirmar que a taxa de sucesso é  de 100%.

De fato, este é um dos grandes desafios da reprodução assistida hoje: apesar das taxas de sucesso serem muito mais altas do que há alguns anos, ainda é necessário encontrar maneiras de otimizá-las ainda mais. 

Tratamentos de reprodução assistida permitem que eu escolha características do bebê

Mito! De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), não é possível fazer nenhum tipo de escolha para o futuro bebê durante os tratamentos de reprodução assistida. Ou seja: nada de definir o sexo, a cor dos olhos ou qualquer outra característica genética.

O único cenário em que esse tipo de “manipulação” é permitida é diante de uma doença genética ligada ao sexo. Um exemplo é a hemofilia, um distúrbio genético que afeta a coagulação do sangue. Nesses casos, o profissional realiza a sexagem do embrião e seleciona aqueles que não apresentam a doença.

A idade da mulher interfere nos tratamentos de reprodução assistida

Verdade! A idade é um dos principais fatores a serem considerados quando o assunto é engravidar, seja naturalmente ou com auxílio da reprodução assistida. Isso porque ela interfere diretamente na nossa reserva ovariana, ou seja, em quantos óvulos ainda temos disponíveis. Além disso, a idade influencia a qualidade dos nossos óvulos

Isso não significa que mulheres mais velhas não poderão passar pelos tratamentos de reprodução assistida. A diferença, nesses casos, é que a quantidade de óvulos coletados em processos de congelamento de óvulos ou de fertilização in vitro pode ser menor, o que exige mais rodadas de tratamento.

Além disso, pode ser que as chances de sucesso sejam menores. Por exemplo: as chances de engravidar com óvulos congelados diminui bastante depois dos 35 anos.  

Vale pontuar, no entanto, que a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) determina que uma pessoa do sexo feminino só pode passar por tratamentos de reprodução assistida até uma certa idade. Para quem usa os próprios óvulos, esse limite é de 43 anos; para quem usa óvulos de uma pessoa doadora, 55 anos.

Se eu fizer um tratamento de reprodução assistida, terei gêmeos

Mito! Por um lado, podemos concordar que as chances de uma gravidez gemelar é maior com a reprodução assistida. Isso acontece porque, em geral, são transferidos pelo menos dois embriões a cada rodada de implantação embrionária, para aumentar as chances de sucesso do procedimento. 

No entanto, essa não é uma verdade absoluta. Ou seja: é possível engravidar de apenas um bebê com a reprodução assistida e você pode escolher se deseja implantar apenas um embrião.

Além disso, por orientação do Conselho Federal de Medicina, a possibilidade de gêmeos deve ser controlada ao máximo, já que essa é considerada uma gravidez de risco. Isso significa que são tomadas algumas precauções, em geral com base na idade da paciente. São exemplos:

  • Limitar o número de transferências embrionárias a, no máximo, 2 embriões para pacientes de até 35 anos;
  • Limitar o número de transferências embrionárias a, no máximo, 3 embriões para pacientes entre 36 e 39 anos;
  • Limitar o número de transferências embrionárias a, no máximo, 4 embriões para pacientes de 40 anos ou mais.

Mas lembre-se: esse limite equivale a cada rodada de transferências embrionárias. Por isso, se você congelou 8 óvulos e tem menos de 35 anos, por exemplo, pode fazer até 4 rodadas, cada uma delas com 2 embriões.

A reprodução assistida é uma forma de preservar a fertilidade

Verdade! Os tratamentos de reprodução assistida são uma forma segura de preservar a fertilidade por mais tempo. O congelamento de óvulos, por exemplo, possibilita que uma mulher mais velha tenha mais chances de engravidar, e que pacientes oncológicas também contem com essa possibilidade ao fim do tratamento.

Além disso, mesmo para quem não congelou os óvulos, a estimulação ovariana pode ser uma maneira de otimizar as chances de gravidez por ciclo menstrual, uma vez que possibilita a maturação e liberação de mais um óvulo por vez. Afinal, a partir dela, uma quantidade maior de gametas femininos é obtida, o que aumenta as chances de sucesso de uma gravidez natural ou, ainda, fornece mais óvulos que podem ser usados na fertilização in vitro. 

Apenas pessoas do sexo feminino precisam da reprodução assistida

Mito! A infertilidade é um diagnóstico que atinge pessoas do sexo masculino e feminino na mesma proporção. Embora, socialmente, as mulheres carreguem a maior parte da “culpa” quando um casal não consegue engravidar naturalmente, estudos mostram que a infertilidade feminina é responsável por apenas 35% dos casos de infertilidade. Outros 35% ficam a cargo da infertilidade masculina, e os 30% restantes são devidos a fatores diversos, muitos deles desconhecidos.

Ou seja: se você e sua parceria estão com dificuldades para engravidar, o mais indicado é buscar aconselhamento fértil para ambas as partes. Juntos, vocês conseguem descobrir quais fatores estão contribuindo para esse quadro e iniciar o tratamento necessário.

Vale lembrar, ainda, que, se você é uma pessoa do sexo masculino que se relaciona homoafetivamente, a reprodução assistida também é indicada! Com a cessão temporária de útero e o auxílio das técnicas de reprodução humana, você e a sua parceria também podem ter um filho biológico.

Preciso ter o diagnóstico de infertilidade para fazer a reprodução assistida

Mito! O diagnóstico de infertilidade é apenas um dos fatores que pode levar uma pessoa a buscar tratamentos de reprodução assistida. No entanto, essas técnicas também podem ser usadas por:

Ou seja: a reprodução assistida pode ser útil para uma variedade imensa de pessoas, com ou sem planos de engravidar agora. Por isso mesmo, vale a pena conversar com uma médica especialista em fertilidade e tirar todas as suas dúvidas.

Doenças ginecológicas dificultam os tratamentos de reprodução assistida

Verdade! Infelizmente, algumas doenças ginecológicas, como a endometriose e a síndrome do ovário policístico (SOP), podem comprometer as chances de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida. Não à toa, elas são as principais causas de infertilidade feminina.

No entanto, isso não significa que engravidar com endometriose é impossível. O mesmo vale para quem deseja engravidar com SOP. Ao lado de uma médica especialista em fertilidade, você consegue entender quais tratamentos devem ser feitos antes da reprodução assistida, para que suas chances aumentem.

Por exemplo: no caso de pacientes com endometriose, pode ser recomendada uma cirurgia para retirada dos principais focos da doença. Já nos casos de pacientes com SOP, uma mudança no estilo de vida (dieta e exercícios) já pode dar conta do recado. Mas essas indicações precisam levar em conta o seu histórico de saúde e os seus hábitos, então é fundamental contar com o apoio de uma médica ginecologista durante esse processo, ok?

Preciso ter uma parceria para fazer a reprodução assistida

Mito! Uma das principais vantagens da reprodução assistida é que ela possibilita a produção independente. Ou seja: você não precisa estar em um relacionamento, nem ter uma parceria fixa, para começar o seu sonho de ter filhos e construir uma família. 

As técnicas de reprodução envolvidas na produção independente podem incluir o congelamento de óvulos, para o caso de você só querer engravidar no futuro, e a inseminação artificial, com a doação de sêmen de um doador anônimo. O processo é seguro e sem complicações. 

Nossa recomendação, nesses casos, é apenas garantir que você terá uma rede de apoio (paga ou não!) durante todo esse processo. Afinal, a gravidez e a maternidade são decisões que podem mexer com a nossa saúde física e mental, e contar com outras pessoas para nos dar segurança no dia a dia é muuuuito importante. É importante pontuar, ainda, que esse apoio deve começar com a equipe médica que vai te acompanhar, tá? Pensando nisso, e agora que você já sabe o que é ou não verdade quando o assunto é reprodução assistida, que tal entender melhor como escolher a clínica de fertilização ideal para você? Vamos juntas!

ESCRITO POR

Dra. Natalia Ramos Seixas

REVISADO POR

Dra. Natalia Ramos Seixas

A Dra. Natalia Ramos Seixas é a líder médica da Oya Care, especialista em fertilidade e reprodução humana.

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