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autoexame das mamas

Autoexame das mamas: fazer ou não fazer?

  • outubro, 2024
Com apoio médico

Uma tendência dos anos 2000 que saiu de moda e não tem data para voltar são as campanhas de autoexame das mamas. Na década passada, o incentivo ao autoexame das mamas para diagnóstico precoce do câncer era uma das principais bandeiras do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a doença. 

Se você viu a novela Mulheres Apaixonadas, deve lembrar que a trama de Hilda, interpretada por Maria Padilha, foi bastante emblemática desse período. Ela nota um caroço estranho no seio durante o banho, realiza o autoexame com mais perícia e isso a leva a buscar ajuda médica. Graças ao diagnóstico precoce, Hilda consegue se curar da doença e de quebra embutiu na cabeça de milhares de brasileiras a importância de observar os seios com atenção e procurar ajuda ao sinal de qualquer estranheza.

Entretanto, os tempos mudaram e a prática do autoexame das mamas não é mais indicada para detectar precocemente o câncer de mama.

Autoexame das mamas: fazer ou não fazer?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, somente 35% das pessoas com câncer de mama identificaram o tumor através do autoexame. Isso acontece porque os nódulos menores ou aqueles que ficam restritos ao ducto mamário passam despercebidos ao toque humano menos treinado. Isso gera uma falsa sensação de segurança que faz com que muita gente deixe os exames clínicos de rastreamento para depois, acreditando que o autoexame é um atestado de saúde confiável.

Por conta disso, os órgãos responsáveis entenderam que o autoexame das mamas poderia acarretar numa negligência acidental e causar o efeito oposto à proposta inicial da campanha de conscientização: diagnósticos tardios de câncer de mama e, consequentemente, casos mais graves da doença.

Câncer de mama: estratégias de prevenção

O câncer de mama é o tumor mais comum entre as pessoas do sexo feminino, mas as chances de cura chegam a 95% com a descoberta precoce. Por isso, hoje estamos aqui para lembrar que a prevenção ao câncer de mama não deve se limitar ao autoexame.

Isso significa que você pode, sim, adotar (ou manter) a prática na sua rotina de autocuidado. Contudo, não se esqueça que os exames periódicos de rastreio do câncer de mama, como o ultrassom das mamas e a mamografia, também devem ser realizados de acordo com o recomendado para sua faixa etária — e isso deve acontecer independentemente de você ter ou não identificado algum caroço suspeito durante o autoexame das mamas, combinado?

Aqui está um passo a passo básico para o autoexame das mamas:

1. Diante do espelho:

  • Fique de frente para o espelho, com os braços relaxados ao lado do corpo;
  • Observe o formato, o tamanho e a simetria das mamas. Procure por inchaços, deformidades, ou alterações na pele, como ondulações ou vermelhidão;
  • Levante os braços acima da cabeça e observe as mamas novamente, buscando as mesmas alterações.

2. Em pé ou no chuveiro:

  • Levante um braço e use os dedos da mão oposta para examinar a mama do lado contrário;
  • Com a ponta dos dedos, faça movimentos circulares suaves, apertando levemente, começando pela parte externa da mama em direção ao mamilo;
  • Repita o processo na outra mama;
  • Pressione os mamilos levemente para verificar se há secreções ou alterações.

3. Deitada:

  • Deite-se com uma almofada sob o ombro e a mão atrás da cabeça;
  • Repita o processo de apalpação com a mão oposta, verificando toda a área das mamas, inclusive as axilas.

O que procurar:

  • Caroços ou nódulos;
  • Alterações no tamanho ou forma;
  • Dor ou sensibilidade fora do período menstrual;
  • Secreções nos mamilos;
  • Mudanças na pele (vermelhidão, rugosidade, “casca de laranja”).

Não espere a chegada dos 50 para começar a se cuidar!

Além do autoexame das mamas, outro mito comum sobre o câncer de mama é que a prevenção deve começar apenas a partir dos 50 anos, através da mamografia. Mas não é bem assim que funciona: o exame de toque deve fazer parte de toda consulta ginecológica, assim como o ultrassom das mamas em casos específicos.

O mesmo vale para a manutenção da sua saúde de maneira geral, através de acompanhamento integrado e cuidado 360º.

Tudo isso você encontra no Check-Up Ginecológico da Oya, na nossa clínica em São Paulo.

São mais de 40 exames laboratoriais e de imagem, você também faz uma avaliação completa que leva em conta suas necessidades de saúde de maneira personalizada. 

E o melhor: tudo isso no mesmo dia, no mesmo lugar, ocupando menos de 2h na sua agenda. 

Quais outras doenças devem ficar no radar das pessoas do sexo feminino que não são detectadas pelo autoexame das mamas?

O câncer de mama é a primeira coisa que vem na cabeça de muita gente quando falamos em doenças potencialmente graves que atingem pessoas do sexo feminino – mas não para por aí.

Devemos ficar em alerta para outros tumores que também são comuns para nós e, assim como o câncer de mama, podem ser prevenidos e tratados com diagnóstico precoce.

Sem pânico, mas com muita informação, acesse nosso blogpost e saiba mais sobre o assunto!

Para se aprofundar no assunto

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A informação é sua aliada mais poderosa! Em parceria com a Dra. Natalia Ramos (CRM SP 169.753 | RQE 85.112), especialista em fertilidade e líder da Equipe de Cuidados da Oya, desenvolvemos um guia completo sobre oncopreservação com informações baseadas em evidências científicas atualizadas sobre preservação da fertilidade para pessoas do sexo feminino que receberam o diagnóstico de câncer.

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  • Leia mais sobre: Oncologia

ESCRITO POR

Anna Vitoria Rocha
Anna Vitoria Rocha
Dra. Ana Flávia Hostalácio

REVISADO POR

Dra. Ana Flávia Hostalácio

Dra. Natalia Ramos Seixas

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Dra. Natalia Ramos Seixas

A Dra. Natalia Ramos Seixas é a líder médica da Oya Care, especialista em fertilidade e reprodução humana.

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