Conheça os principais sintomas de quem não pode engravidar

Para quem quer engravidar, agora ou no futuro, falar sobre infertilidade feminina pode causar certo desconforto. Afinal, além de gerar insegurança, esse assunto carrega um estigma gigantesco, principalmente para mulheres. 

Mas será que a infertilidade feminina é algo que a gente pode prever? Quais são, afinal, os principais sintomas de quem não pode engravidar? A Oya te conta tudo o que você precisa saber sobre o assunto!

Quais são os sintomas da infertilidade feminina?

A infertilidade feminina acomete de 8% a 15% dos casais heterossexuais do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. E, embora não seja um problema exclusivo das mulheres, são elas as principais responsáveis por carregar essa “culpa”, já que até as representações de infertilidade são bastante estigmatizadas.

Para quem deseja ser mãe um dia, receber o diagnóstico de infertilidade pode ser bastante desanimador. No entanto, ele não significa que a gestação é totalmente inviável. Sabia que a infertilidade é uma condição que em boa parte dos casos pode ser revertida? Pois é!

Quer entender melhor? Então dá uma olhada nos principais sintomas de quem não pode engravidar: 

1. Ciclos menstruais irregulares

Acompanhar as fases do ciclo menstrual é uma maneira simples de saber se está tudo bem com a nossa fertilidade. Embora cada pessoa seja única e cada corpo tenha ciclos de duração e intensidade diferentes, existe um parâmetro para entendermos se a nossa menstruação está muito fora do que é considerado saudável.

Em geral, ciclos muito curtos (ou seja, em que você menstrua duas vezes no mês com frequência) ou muito longos (quando ficamos mais de dois meses sem menstruar) são alertas para os quais precisamos estar atentas. Afinal, por um lado, podem representar uma mudança na rotina ou no método contraceptivo; por outro, podem ser um sintoma de infertilidade feminina.

Assim, se a sua menstruação costuma atrasar ou se você tem sangramentos recorrentes, a melhor opção é procurar uma ginecologista e investigar o que pode estar acontecendo.

2. Cólicas muito fortes e dores pélvicas ou nas costas

As cólicas são um sintoma comum da fase lútea, ou seja, do período que antecede a nossa menstruação — popularmente chamado de TPM. Em geral, basta seguir algumas dicas para aliviar a cólica e elas vão embora. No entanto, quando se tornam incapacitantes, elas também são motivo para atenção.

Se você sofre com cólicas abdominais que causam dores pélvicas ou nas costas e atrapalham a sua rotina, esse pode ser um sinal de infertilidade feminina. Afinal, as cólicas muuuuito fortes são um sintoma comum da endometriose, uma das causas de infertilidade mais comuns.

Por isso, vale a pena conversar com a sua ginecologista e buscar entender o que pode ser feito para aliviar os sintomas e desvendar a causa por trás da dor. Em alguns casos, o uso de contraceptivos hormonais é recomendado — mas eles não tratam o problema e, por isso, manter a rotina de exames ginecológicos é fundamental.

3. Diminuição drástica da libido

A libido feminina também está muito associada às fases do ciclo menstrual e à nossa rotina. Por isso, não é incomum que ela sofra algumas variações ao longo do mês, ou que o uso de medicações (como contraceptivos e antidepressivos) tenham um impacto negativo na nossa vida sexual.

Ainda assim, a diminuição drástica da libido ou a ausência completa do tesão pode ser um sintoma de infertilidade feminina. Afinal, pode indicar um desequilíbrio hormonal que também afeta a fertilidade, tornando a gravidez mais difícil.

A libido, aliás, é uma das principais afetadas na fase de transição da menopausa, que também marca o declínio da fertilidade feminina. Por isso, para além das dicas para recuperar o tesão perdido, é importante conversar com a sua ginecologista para investigar se a diminuição da libido é natural, se tem causas emocionais ou se pode ser um indicativo de algo mais sério. 

4. Dor na relação sexual

Já que estamos falando sobre sexo, é importante lembrar: sentir dor na relação sexual nunca é normal, especialmente se ela é recorrente. Além de causar um desconforto desnecessário em um momento que deveria ser prazeroso, as dores na relação podem indicar problemas ginecológicos.

Um exemplo é a endometriose, que, como dissemos, é uma causa comum de infertilidade feminina. Mas algumas doenças de tratamento mais simples, como a infecção urinária e a candidíase, também podem causar esse sintoma. 

Por isso, vale a pena marcar uma consulta online com ginecologista e garantir que não é nada que pode prejudicar as suas chances de engravidar, agora ou no futuro.

5. Grandes variações de peso

Por fim, variações muito grandes de peso também devem ser um ponto de atenção, pois podem ser um sintoma de quem não pode engravidar. Mais do que isso: o peso afeta diretamente nossa vida fértil, já que nossas células de gordura são uma das responsáveis pela produção do estrogênio, hormônio fundamental para a fertilidade.

Nós sabemos que a obesidade é um fator que atrapalha a fertilidade, mas o que é pouco dito é que a magreza extrema tem o mesmo efeito.

Mesmo com tanta informação disponível, nós ainda somos levadas a acreditar que soluções mágicas — como o ozempic para emagrecer — não terão efeitos a longo prazo. Por isso, se você costuma sofrer com variações de peso, o ideal é:

  • Manter uma rotina saudável, com uma dieta balanceada e exercícios físicos;
  • Ter acompanhamento ginecológico para investigar se há impactos negativos na sua fertilidade causados pelo excesso ou falta de peso.

Esses sintomas sempre indicam infertilidade feminina?

Não! Os sintomas mencionados aqui não são sinônimos absolutos de infertilidade ou esterilidade feminina, mas podem ser indicativos de doenças que causam esses problemas, ou seja, um sinal de alerta. Por isso, se você apresenta algum deles, vale a pena procurar uma ginecologista.

Além disso, o diagnóstico de infertilidade só é dado depois de pelo menos 1 ano de tentativas para engravidar (para mulheres de até 35 anos). Ou seja: se você já está tentando, mas não tá rolando, e se identificou com algum desses sintomas, é hora de ver se pode ser alguma questão ginecológica mais séria.

Vale pontuar, ainda, que a infertilidade não equivale ao fim das suas chances de engravidar. Como explicamos, a infertilidade é diferente da esterilidade e muitas vezes pode ser revertida ou tratada. Assim, ainda é possível engravidar com endometriose, da mesma maneira que você pode engravidar com a SOP e outras doenças que estão, em geral, associadas à infertilidade. 

Ou seja: a lista de sintomas de quem não pode engravidar serve como uma espécie de guia para a sua saúde ginecológica, indicando o que pode ser um alerta. O diagnóstico, entretanto, só pode ser feito por uma ginecologista.

Infertilidade e esterilidade são a mesma coisa?

Sempre que falamos sobre infertilidade, é preciso fazer uma diferenciação importante: infertilidade e esterilidade não são a mesma coisa.

Enquanto a infertilidade está ligada a um distúrbio nos órgãos reprodutores (que pode ser causado pelos mais diversos fatores), a esterilidade é a incapacidade total de produzir óvulos ou gametas, e, portanto, de engravidar. É por isso que sempre reforçamos que um diagnóstico de infertilidade feminina, apesar do nome confuso, não é um ponto final nas suas chances de gestar um bebê.

É verdade que uma pessoa pode se tornar estéril a partir de um caso de infertilidade — por exemplo, quando a endometriose leva a uma histerectomia. No entanto, as duas coisas nem sempre andam juntas, e o diagnóstico para elas também é diferente. 

Tenho sintomas de quem não pode engravidar. E agora?

Se você deu check em um ou vários itens da nossa lista, é importante manter a calma. Afinal, como explicamos, isso não significa que você já é infértil ou que não poderá mais engravidar em definitivo. Olha só o que fazer depois de identificar esses sintomas:

Primeiro passo: procurar um diagnóstico assertivo

Antes de mais nada, é fundamental marcar uma consulta com ginecologista. O diagnóstico de infertilidade está ligado, principalmente, a:

  • Pelo menos 1 ano de tentativas de engravidar sem sucesso, para mulheres com menos de 35 anos;
  • Pelo menos 6 meses de tentativas de engravidar sem sucesso, para mulheres com mais de 35 anos.

Se você não cumpre esse requisito ainda, é provável que a sua dificuldade para engravidar seja natural e se resolva sozinha. Ainda assim, fazer um exame detalhado da sua fertilidade faz toda a diferença para que você tenha mais autonomia e mais conhecimento em relação à sua saúde.

Segundo passo: encontrar a técnica de reprodução assistida ideal

Depois de conversar com ginecologista, pode ser que você tenha recebido o diagnóstico de infertilidade. Nesse caso, é hora de entender quais são as suas opções caso opte pela reprodução assistida. As mais comuns são:

  • Fertilização in vitro;
  • Coito programado;
  • Inseminação intrauterina.

Para entender melhor como elas funcionam e qual é a mais indicada para o seu caso, você pode contar com a ajuda da Oya Care. Nosso serviço de reprodução assistida, disponível na cidade de São Paulo (SP), conta com uma avaliação inicial e um plano personalizado de cuidado, focado nas suas necessidades e no caminho que faz mais sentido pra você.

Ao lado da nossa equipe especializada, com acolhimento e informação, fica mais fácil ter autonomia e conhecimento para tomar decisões sobre o seu corpo. Vamos juntas?

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