O que é cistite de lua de mel?

Quando Anitta compartilhou seu diagnóstico da endometriose, a artista relembrou as inúmeras vezes em que falou publicamente sobre seus perrengues íntimos, em especial a dor intensa após as relações sexuais. Por muito tempo a própria artista acreditou que tinha cistite de lua de mel, o que fez o termo bombar nas pesquisas e ser assunto de várias reportagens que associavam a condição à cantora.

‍Hoje sabemos que as dores e desconfortos que Anitta sentia vinham da endometriose, mas isso não significa que a cistite de lua de mel seja uma invenção da imprensa. A doença existe e é sobre ela que vamos falar hoje!

O que é cistite de lua de mel?

‍Para a medicina, cistite (só cistite, sem lua de mel ainda, calma) é o nome dado à infecção que acontece na bexiga. Ou seja, aquela que toma conta quando bactérias que já “moram” no nosso corpo (especificamente as do trato gastrointestinal) acabam transportadas para a região perineal (entre a vagina/pênis e o ânus) e acabam alcançando a uretra.

‍A cistite de lua de mel, que também pode ser chamada de cistite pós-coito, é uma infecção no trato urinário (ITU) que atinge especificamente a uretra (aquele “canal” por onde o xixi sai) e a bexiga.

‍Essa inflamação acontece como consequência da posição da uretra, ou seja, com a facilitação da entrada de bactérias na bexiga.

‍E o que a lua de mel tem a ver com isso? É que relações sexuais podem aumentar as chances de cistite, já que durante a transa, os fluídos circulam muito mais livres, leves e soltos – o que pode ser um prato cheio para a proliferação de bactérias.

Mas quais são os sintomas da cistite de lua de mel?

Os sintomas mais frequentes da doença são o desconforto na região da vagina, ardor na hora de urinar e dores abdominais. Já em casos mais graves, a febre e os calafrios podem ser um sinal da doença.

Como prevenir a cistite de lua de mel?

‍Como acontece com outras infecções urinárias, fazer xixi depois da relação sexual é uma forma de prevenir a doença, já que a urina é responsável por limpar o canal da uretra, impedindo a chegada de bactérias e outros resíduos que podem causar problemas.

Outra forma de se proteger contra a cistite de lua de mel é sempre higienizar o pênis ou os vibradores ao intercalar penetração anal com penetração vaginal, além de sempre substituir o preservativo a cada mudança de “região”. Com isso, você e sua parceria evitam que as bactérias de um local contaminem o outro.

‍No sexo entre pessoas com vulva, vale a mesma dica: casais que compartilham o vibrador devem sempre trocar a camisinha e higienizar o brinquedo na troca do local de penetração. Manter as mãos limpas, com as unhas curtas e bem higienizadas, é outra dica de milhões.

‍Para finalizar, outra forma de prevenir a cistite de lua de mel é manter a vagina sempre lubrificada durante a atividade sexual. Isso diminui o atrito e o risco da formação de fissuras. Nada de vergonha na hora de usar lubrificante mesmo durante a penetração vaginal, hein?!

‍Se estiver usando preservativo (esperamos que sim!) e lubrificante juntos, não se esqueça de certificar que seu lubrificante é a base de água. Substâncias com outros tipos de óleo em sua composição danificam a barreira do preservativo e podem facilitar furos, rasgos e rompimentos.

Tem dúvidas sobre cistite de lua de mel? A Oya responde

‍É muito comum que mulheres e pessoas do sexo feminino tenham diversas dúvidas sobre cistite de lua de mel. Então vem com a gente pra entender um pouco mais sobre a doença!

Tive cistite de lua mel por que transei demais?

Cistite de lua de mel nem sempre é sinônimo de uma vida sexual extremamente intensa. Mas, é fato que a maior regularidade do sexo tende a deixar a uretra mais sujeita ao contato com bactérias que causam infecção no trato urinário. A conta é simples: quanto mais exposição, maior o risco.

‍Além disso, uma rotina intensa de relações sexuais com penetração pode deixar a vagina inchada e até com algumas pequenas fissuras, o que faz com que você talvez sinta dores e desconfortos logo depois da transa – o que não necessariamente indica cistite de lua de mel.

Cistite de lua mel tem a ver com o tamanho do pênis do parceiro?

Ao contrário do que tem muita gente falando, o tamanho do pênis do parceiro não tem muita relação com o incômodo e a inflamação. O que gera esses desconfortos e, consequentemente, a cistite de lua de mel é a frequência sexual (que aumenta as chances do contato com bactérias indesejadas) e os pequenos machucados causados pelo ato, em conjunto com bactérias que naturalmente “moram” no corpo humano.

Cistite de lua de mel só acontece com pessoas do sexo feminino?

‍Como acontece com outras infecções urinárias, a cistite de lua de mel é bem mais comum em pessoas do sexo feminino do que do sexo masculino. E o motivo para isso é a anatomia do corpo humano: a uretra dos homens fica dentro do pênis e é mais longa do que a das mulheres e pessoas com vulva.

‍Mas, apesar das lesões causadas por relações sexuais serem muito mais comuns em mulheres, isso não significa que os homens e pessoas com pênis estão livres da cistite de lua de mel. Em casos de uma frequência muito grande de relações sexuais, eles também podem desenvolver esses machucadinhos, causando desconforto e irritação no órgão.

‍A diferença aqui é que dificilmente esses sintomas se tornarão uma infecção mais generalizada. Ou seja, por questões anatômicas, neles é pouco provável que a bactéria consiga subir até a bexiga.

A cistite de lua de mel é uma IST?

Apesar de receber esse nome e de ser comum em mulheres com uma vida sexual ativa, a cistite de lua de mel não é uma IST. Como explicamos ali em cima, não se trata de uma doença contagiosa, mas sim de uma infecção bacteriana facilitada pelo contato sexual.

Por isso, nem a camisinha (feminina ou masculina), nem outros contraceptivos de barreira, como o diafragma, podem prevenir a cistite de lua de mel. Em alguns casos, inclusive, eles podem facilitar a infecção, como é o caso das camisinhas com espermicida em sua composição ou do diafragma associado ao uso de espermicida.

Pessoas que sofrem com cistite de lua de mel de maneira recorrente podem experimentar melhoras com a substituição do método contraceptivo, dando preferência a alternativas sem espermicida, já que a substância pode provocar irritações e facilitar infecções em pessoas com sensibilidade na região.

‍Para fazer a troca de maneira segura e entender qual contraceptivo é o melhor para você, busque sempre o aconselhamento de um ginecologista.

A cistite de lua de mel é uma doença grave?

Para a nossa sorte, a cistite de lua de mel não é considerada uma doença grave e pode ser tratada de forma simples e sem muitas dores de cabeça. Isso, é claro, quando existe um diagnóstico correto e rápido.

O tratamento para a doença consiste basicamente na ingestão de antibióticos. E, para mulheres que desenvolvem a cistite pós-coito de repetição (três ou mais episódios ao longo de um ano associados a atividade sexual), médicos recomendam o uso desses medicamentos depois de toda relação sexual.‍

A prática, que recebe o nome de profilaxia antibiótica pós-coito, consiste basicamente no uso de um único comprimido de baixa dose depois da transa.

Mas fica o aviso: o uso de antibióticos só deve ser feito com recomendação médica e o diagnóstico correto para cada caso. Por isso, nada de se automedicar!

Como conseguir uma consulta com ginecologista rápida e prática para falar sobre a cistite de lua de mel?

‍Sentir incômodos na hora do sexo e ao urinar é terrível e, exatamente por isso, ter um atendimento rápido, sem tempo perdido em filas, é essencial para evitar problemas maiores e para garantir uma vida sexual saudável.

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♬ Aesthetic – Tollan Kim

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