Como se preparar para ir ao ginecologista? Confira 7 dicas!

Marcar uma consulta com uma ginecologista nem sempre é um processo bacana. Apesar de, na Oya, acreditarmos que esse é um momento para você conhecer mais o seu corpo e ter mais autonomia, a verdade é que, socialmente, o consultório ginecológico pode ser visto como uma espécie de pesadelo médico.

Uma pesquisa do Datafolha em associação com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) revelou que cerca de 4 milhões de brasileiras nunca foram ao ginecologista, e mais de 6,5 milhões até já foram, mas não têm esse hábito. Ainda assim, 8 a cada 10 mulheres concordam que essa é a especialidade mais importante quando falamos em saúde feminina.

Então por que ir ao ginecologista é um momento tão evitado? Existe um jeito de torná-lo mais confortável? A Oya acredita que sim e, por isso, separou 7 dicas pra te ajudar a entender o que você deve ou não fazer antes de ir ao ginecologista. Vamos juntas?

1. Esqueça a obrigação de se depilar 

Você não precisa precisa estar depilada antes de ir ao ginecologista. Você não será julgada por isso e, caso seja, é importante você saber que esse comportamento é totalmente inadequado. Tudo bem se depilar se isso faz com que você se sinta mais confortável e segura, mas a gente garante que isso não vai afetar em nada sua experiência na ginecologista. 

A verdade é que a presença de pelos não prejudica a realização de exames (físicos ou de imagem) e não afeta sua saúde; portanto, é um detalhe completamente dispensável antes de ir ao ginecologista. 

É importante ter em mente que, em um consultório médico, as características físicas e naturais da sua vulva não fazem parte da consulta. Isso significa que diferentes formatos, cores, tamanhos e quantidades de pelo não devem ser levados em conta na hora de um diagnóstico, exceto nos casos em que representam alguma anormalidade — por exemplo, quando há um inchaço ou uma irritação.

Nessas situações, o ideal é fazer o que te deixa mais confortável: se você está habituada a se depilar sempre, pode ser que isso te ajude a relaxar. Se, por outro lado, você não se incomoda com a presença de pelos, fique tranquila: a sua ginecologista também não vai se incomodar.

2. Não faça lavagens vaginais

As duchas vaginais ou lavagens que não se concentram na vulva — região externa da vagina — não devem ser feitas nunca, mas devem ser especialmente evitadas antes de ir ao ginecologista. Esse tipo de “higienização” não é necessária para a nossa região íntima e só serve para desregular o nosso pH interno.

Isso significa que os resultados do seu papanicolau podem ter alguma alteração, o que prejudica a identificação de doenças ou inflamações. 

Essa ideia de que a vagina deve ser higienizada para evitar odores é, além de falsa, apenas um reflexo de uma sociedade que não entende o que significa ser do sexo feminino. Sua ginecologista sabe muito bem quais cheiros são normais e quais são um sinal de que algo está errado.

Mas não se preocupe: banhos antes da consulta estão liberados! É só lembrar de usar um sabonete neutro e limpar apenas a parte externa da sua região íntima.

3. Nada de perfumes, cremes e desodorantes vaginais

Assim como as duchas vaginais, os perfumes, cremes e desodorantes feitos para te deixar “mais limpa” e “sem cheiro” também devem ser evitados. Além do potencial de causar irritações que podem prejudicar o exame ginecológico, eles não são necessários para a higienização da vulva — e muito menos da vagina.

4. Faça xixi

Alguns exames ginecológicos podem causar um pequeno desconforto, como é o caso do papanicolau. Fazer xixi antes de uma consulta com ginecologista ajuda a diminuir o tamanho da bexiga, o que pode ajudar a tornar esse desconforto menor.

Lembre-se, porém, de não esfregar o papel ou lenço na hora de se secar, ok? Isso evita que a pele fique irritada e que alguns pedacinhos rasguem e fiquem grudados ali.

Ah! E não precisa se preocupar em lavar a vulva depois de fazer xixi, também. Você não vai ficar com nenhum odor estranho, nem vai ser um incômodo para a sua médica.

5. Ter relações com penetração também não é uma boa ideia

Se você costuma ter relações com penetração (de um pênis, dedos ou brinquedos sexuais), é melhor evitá-las por pelo menos três dias antes da consulta com ginecologista. Isso porque o esperma, os fluidos corporais e os componentes do lubrificante e da camisinha podem alterar o pH da vagina.

Assim como acontece nas duchas e cremes vaginais, isso faz com que os resultados dos exames coletados na região interna da vagina sejam comprometidos. E mais: a fricção pode gerar uma descamação da pele, alterar o corrimento vaginal e, em alguns casos, até causar um sangramento que não estava ali antes.

6. Anote todas as suas dúvidas e sintomas

Na hora em que nos sentamos diante de uma ginecologista, o nervosismo, a tensão e a vergonha podem fazer com que algumas das nossas dúvidas e sintomas simplesmente fujam da nossa cabeça. Por isso, anotá-los de antemão é uma forma de garantir que você vai sair do consultório com todas as respostas e orientações de que precisa.

E lembre-se: não existem perguntas bobas, nem sintomas pequenos demais. O momento da sua consulta ginecológica deve ser entendido como um período livre de julgamentos e de respostas certas ou erradas: você tem total liberdade para expor seus medos, pensamentos e questões.

Além disso, é importante relembrar se você usa medicações específicas, tem ou teve alguma doença, ou alguma história familiar importante envolvendo saúde.

Você também pode anotar as recomendações da médica para não correr o risco de esquecer as respostas ou até mesmo gravar o áudio da consulta (mas lembre-se de pedir autorização antes, viu?). Na Oya, a gente faz esse trabalho pra você: depois de todos os atendimentos, você recebe um relatório personalizado com tudo que foi discutido e todas as orientações. Assim fica mais fácil lembrar de tudo e você ainda tem seu histórico médico sempre em mãos.

7. Leve os seus exames anteriores

Caso seja a sua primeira consulta com uma ginecologista, vale a pena levar exames anteriores, também. Dessa forma, ela consegue ter acesso ao seu histórico de saúde com base em dados mais concretos, e entender como eles contribuem para os seus sintomas atuais.

Se você já foi diagnosticada com alguma doença ginecológica, como o vaginismo, a endometriose ou mesmo a candidíase, levar os exames também pode ajudar a sua ginecologista a saber o que fazer e como dar prosseguimento à consulta.

É bem provável que esses exames sejam, depois, incluídos no seu prontuário médico. Assim, você não precisará carregá-los todas as vezes.

Como uma ginecologista pode me ajudar?

De acordo com a pesquisa feita pelo Datafolha em associação à Febrasgo, os dois principais motivos para que as pessoas do sexo feminino evitassem ir ao ginecologista foram:

  1. Acreditar estarem saudáveis, mesmo sem nenhuma comprovação médica;
  2. Acharem a ida ao ginecologista desnecessária.

Por um lado, isso pode ser reflexo de uma sociedade que deixa a saúde feminina de lado. Por outro, porém, também pode indicar que a gente não entende muito bem como uma ginecologista pode ajudar em diveeeersos momentos, não só quando pinta um perrengue.

Alguns exemplos de situações em que ir a uma ginecologista é fundamental são:

  • Quando você sente cólicas menstruais muito fortes;
  • Quando você tem dúvidas sobre o seu corpo e a sua saúde íntima;
  • Quando o seu ciclo menstrual não é regular e a sua menstruação costuma atrasar;
  • Quando você tem relações desprotegidas, mesmo que só de vez em quando e com parcerias fixas;
  • Quando você sente um odor diferente ou tem um corrimento de cor incomum;
  • Quando você quer trocar de método contraceptivo, ou encontrar um que se adapte à sua rotina;
  • Quando você costuma sentir dores na relação sexual;
  • Quando você está pensando em engravidar, agora ou no futuro.

Ou seja: a consulta ginecológica não existe apenas para aqueles casos em que você precisa, com urgência, de um socorro. É por isso que o recomendado é que ela aconteça pelo menos uma vez ao ano, para garantir que está tudo bem com o seu corpo. Quer saber mais? Conheça os serviços da Oya Care e entenda exatamente como uma ginecologista pode te ajudar em cada caso!

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