Mioma uterino: causas, sintomas e principais tratamentos

Você já ouviu falar em mioma uterino? Essa condição ginecológica é muito comum em pessoa do sexo feminino, atingindo mais de 50% dessa população em idade reprodutiva. Na maioria dos casos, é assintomática e não provoca nenhum tipo de desconforto. Mas e quando os miomas são múltiplos, ou crescem demais? Quais são os riscos?

A Oya Care te explica direitinho que é o mioma, quais são as suas principais causas e sintomas, e que tipos de tratamento são possíveis. A gente também te conta se ter miomas interfere na sua fertilidade. Quer saber mais? É só continuar lendo!

O que é o mioma uterino?

Os miomas uterinos, também chamados de “leiomiomas”, são massas não cancerígenas formadas por tecido muscular. Nesse caso, são as células do miométrio (a camada média do útero, que se contrai durante a menstruação e o parto) que se proliferam. 

Os miomas costumam aparecer em pessoas do sexo feminino em idade reprodutiva, e costumam diminuir em tamanho após a menopausa. Isso porque esses tumores (benignos!) são dependentes do estrogênio, um dos principais hormônios sexuais femininos. 

Além disso, os miomas são bastante comuns: o risco de desenvolver um deles é de 70-80%. Se aconteceu com você, não precisa se preocupar: em geral, eles não causam sintomas, nem alterações no nosso estilo de vida, podendo, inclusive, passar despercebidos ou só aparecer em um exame de rotina

Por que nós temos miomas uterinos?

A explicação é bem simples: porque nosso corpo produz estrogênio. Os miomas são uma resposta a esse hormônio, mas não costumam causar nenhuma alteração no nosso organismo. Assim, o uso de hormônios e o número de gestações podem interferir no seu desenvolvimento.

Além disso, eles também têm um fator genético. Isso significa que há mais chances de desenvolvermos miomas quando outras mulheres na nossa família também lidaram com eles.

O mioma pode virar câncer?

Não. Embora também sejam formações tumorais, os miomas são sempre benignos e não podem se transformar em câncer

Os nódulos malignos, chamados “sarcomas”, são mais raros e têm aparência semelhante aos miomas — o que reforça a importância de realizar exames preventivos e de rotina. No entanto, os sarcomas têm características próprias, como o crescimento muito acelerado e limites mal definidos. 

Nos exames de imagem, é possível entender com mais clareza o tipo de formação. Mas fique tranquila: se o seu nódulo é benigno, ele não vai se transformar em um nódulo maligno de repente, mesmo se você faz uso de hormônios no dia a dia.

Quais são os sintomas de um mioma uterino?

Como explicamos, o mioma não gera sintomas na maior parte dos casos. Porém, há situações em que podemos apresentar:

  • Mudanças no ciclo menstrual, como aumento do volume e da duração da menstruação;
  • Dor pélvica;
  • Obstipação, ou seja, grande dificuldade para evacuar regularmente;
  • Dificuldades, dor ou vontade urgente de urinar;
  • Distensão abdominal, nos casos em que o mioma fica muito grande;
  • Anemia, em geral como consequência do aumento da menstruação.

O mioma uterino engorda?

Não. O que acontece é que outro sintoma bastante comum é o aumento do volume abdominal. Em casos de miomas muito grandes, algumas pessoas podem até mesmo desenvolver uma barriguinha semelhante à de uma gestação, o que pode criar a sensação de ganho de peso. Nessas situações, procurar uma ginecologista é fundamental

Ainda assim, vale a pena reforçar que o mioma não causa aumento da gordura corporal.

Quais são os tipos de mioma?

Os tipos de mioma dependem da sua localização no útero. Assim, se dividem em:

  • Mioma subseroso, quando se desenvolve na parte mais externa do útero;
  • Mioma submucoso, quando se desenvolve na parte mais interna do útero, dentro da cavidade uterina.
  • Mioma intramural, quando se desenvolve dentro das paredes do útero.

Conhecer os tipos de mioma ajuda a entender qual a sua gravidade e que tipo de tratamento é mais indicado. Afinal, cada tipo de mioma está associado a uma causa.

Como diagnosticar o mioma uterino?

O diagnóstico do mioma uterino normalmente é feito a partir de exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, e do exame físico da pelve. Para chegar a ele, é necessário realizar uma avaliação ginecológica completa.

Isso porque os sintomas de um mioma costumam ser muito semelhantes aos de outros problemas ginecológicos, como a endometriose. Nesse sentido, é necessário descartar outras possíveis doenças.

É importante pontuar, ainda, que, na presença de um ou mais miomas, outros exames são necessários para investigar melhor a sua causa e tamanho. Desse modo, é possível iniciar o tratamento certo.

Como tratar o mioma uterino?

O tipo de tratamento vai depender de uma série de fatores, como idade da mulher, número de filhos, sintomas e localização do mioma. 

Para quem não apresenta sintomas, não há obrigatoriedade de tratamento, mas ele pode ser feito a partir do uso de um método contraceptivo hormonal, como a pílula anticoncepcional ou o DIU hormonal. Com o bloqueio da menstruação, espera-se reduzir a velocidade de crescimento dos miomas.

Para os casos em que há sintomas ou em que o crescimento é muito avançado, o principal objetivo do tratamento é aliviar a dor e o sangramento. Abaixo, você entende um pouco melhor como eles funcionam.

Tratamento cirúrgico

Para os miomas muito grandes ou que causam muitos sintomas, a cirurgia é a melhor opção. Há, no entanto, diferentes formas de prosseguir com o tratamento cirúrgico.

Uma das opções é a histerectomia, com a retirada do útero. Ela promove uma melhora dos sintomas e da qualidade de vida, além de eliminar as chances de problemas futuros. Costuma ser indicada para quem já tem filhos e não deseja ter mais, e para pessoas com miomas múltiplos. Se você já sabe que não quer engravidar nunca, pode ser uma opção, também.

Outra alternativa é a miomectomia, opção mais indicada para quem deseja ter filhos um dia ou não quer remover o útero. Nesses casos, não é possível garantir que os miomas não aparecerão novamente: estudos mostram que cerca de 50% das mulheres apresentam sintomas outra vez após cinco anos, e de 11% a 26% precisam passar por uma nova cirurgia.

Há, ainda, outras técnicas que podem ser sugeridas, a depender do tipo e tamanho do mioma. Alguns exemplos são a embolização da artéria uterina (procedimento que passa a impedir que o sangue chegue ao mioma, o que costuma limitar seu crescimento), a miólise (coagulação do mioma) e a ablação endometrial (que fornece calor ou frio extremo para o endométrio, “destruindo” o revestimento do útero).

Tratamento medicamentoso

Nesse tipo de tratamento, há o benefício de conservar o útero. No entanto, existem alguns efeitos colaterais, e os sintomas do mioma podem retornar após a suspensão do tratamento. Por isso, ele é uma opção para quando a cirurgia é contraindicada.

O tratamento medicamentoso é feito a partir da simulação da menopausa, com a inibição dos hormônios sexuais femininos. Dentre os seus benefícios, estão a redução da dor pélvica e a redução dos sangramentos. No entanto, um dos seus efeitos negativos é a osteoporose. Para quem não sabe, a menopausa é um dos principais fatores de risco para a doença.

Em geral, essa opção só pode ser feita por um período limitado: cerca de seis meses. Quando combinado ao uso de estrogênios e progestagênios (hormônios femininos), além de medicamentos para combater a osteoporose, o tratamento pode durar até um ano.

Os miomas afetam a fertilidade? Posso engravidar?

Em alguns casos, os miomas podem, sim, afetar a fertilidade e diminuir as chances de engravidar naturalmente. Isso depende, contudo, da localização e do tamanho dos miomas, e, portanto, de uma análise ginecológica mais profunda.

Algumas pesquisas apontam que o mioma submucoso é o que está mais associado à infertilidade feminina e às intercorrências durante a gestação. Também está ligado a problemas de formação fetal. Ainda assim, o número de complicações é baixo, ou seja, não afeta muitas pessoas.

Se você já foi diagnosticada com mioma uterino e quer entender melhor os possíveis impactos na sua fertilidade, pode contar com a Descoberta da Fertilidade da Oya. 

Nela, você tem acesso a um panorama completo da sua fertilidade, que começa com o exame AMH. Em seguida, faz uma consulta online com uma ginecologista especialista em fertilidade feminina, na qual fala sobre seus objetivos, seu estilo de vida e seu histórico médico. Juntas, vocês traçam um plano de ação que faz sentido para a sua rotina.

Dessa maneira, você tem mais autonomia e conhecimento para planejar a sua vida fértil. Sem respostas prontas e sem julgamentos, a Oya te ajuda a entender as suas opções e a se preparar para elas. Vamos juntas?

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