Conheça a Dra. Gabriela Prata, ginecologista especialista em fertilidade

Para continuar o nosso projeto de te mostrar a importância de contar com uma médica especialista em fertilidade, a Oya Care conversou com a Dra. Gabriela Prata, uma das nossas ginecologistas especializadas no assunto. 

Com mais de 300 procedimentos no currículo nos últimos dois anos, ela conta como foi o processo de estudar a Reprodução Humana enquanto passava por um diagnóstico de reserva ovariana abaixo do ideal e quais os impactos desse processo na sua carreira. Quer saber mais? É só continuar lendo!

Bate-papo com a Dra. Gabriela Prata: “É importante, para mim, empoderar cada vez mais mulheres”

Você sempre quis ser médica?

Dra. Gabriela: Decidi virar médica por volta dos 13 anos. Ninguém na minha família é médico, mas a minha avó adoeceu durante essa época e precisou ficar um ano internada. Durante esse período, minha mãe a acompanhou, e eu e meus irmãos revezávamos as visitas, de modo que foi um ano em que eu tive um intenso contato com o ambiente hospitalar. Apesar de ser um momento triste, também foi o momento em que me vi encantada com todo o funcionamento de um hospital e que decidi que gostaria de ser médica. 

Alguns anos mais tarde, cursei medicina na Faculdade de Medicina do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo.

Por que você optou pela especialização em ginecologia?

Dra. Gabriela: Quando entrei na faculdade, não tinha muita ideia de qual especialidade escolheria. Por isso, me permiti estar sempre muito aberta aos estágios e às possibilidades. Durante um bom tempo, achei que atuaria na otorrinolaringologia: fiz uma prova de residência para essa área e acompanhei um dos meus chefes para entender melhor se eu gostava do dia a dia. Mas descobri, nesse processo, que aquela não era a área na qual eu queria atuar para sempre. 

Foi um momento delicado, porque percebi que teria que “começar do zero” para me encontrar. Mas aceitei esse desafio: comecei a trabalhar em um Centro Municipal de Saúde como clínica geral, e notei que os dias que mais me brilhavam os olhos eram aqueles em que eu atendia pacientes da ginecologia e obstetrícia

Eu gostava particularmente de ter trocas com outras mulheres. Muitas vezes a consulta não podia ser longa, mas essa era a minha parte favorita: conversar, entender a situação de cada uma delas. Foi nesse momento que decidi fazer a especialização em Ginecologia e Obstetrícia. 

Depois de fazer a prova, comecei a minha residência na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. 

Você conheceu a Reprodução Assistida durante a residência médica. Como foi esse período?

Dra. Gabriela: A especialização em Ginecologia e Obstetrícia dura três anos e é um processo bem intenso, no qual você passa por todas as subáreas da ginecologia e da obstetrícia. Durante o meu segundo ano de residência, tive contato com a Reprodução Assistida através de alguns estágios e gostei muito. Logo depois, o chefe do departamento de Reprodução Humana da Santa Casa me convidou para fazer a pós-graduação que ele coordenava na clínica particular dele. 

A proposta era que eu fizesse essa pós-graduação durante o meu último ano de residência em Ginecologia e Obstetrícia. Aceitei. A pós cuidaria de todo o meu conhecimento teórico no assunto, e eu poderia adquirir mais conhecimentos práticos ao longo de mais um ano de especialização, agora em Reprodução Humana, na Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Então foi isso que fiz.

E por que a Reprodução Assistida te interessou desde o começo?

Dra. Gabriela: Acho que são dois os motivos. O primeiro é o fato de que me interessa muito o fato de que a Reprodução Assistida é um debate cada vez maior e mais frequente, e me pareceu incrível contribuir para que cada vez mais mulheres cuidassem da sua autonomia e da sua vida fértil. Eu mesma me encaixava nessa situação de ainda não estar pronta para engravidar, mas saber os impactos da idade na minha fertilidade. Então era importante, para mim, conseguir empoderar cada vez mais pessoas e mostrar esse “outro caminho” possível.

O segundo motivo é mais pessoal. Durante esse período em que estava me especializando, fiz a minha contagem de folículos e descobri que minha reserva ovariana estava abaixo do esperado. Isso foi fundamental para a minha atuação como médica, porque pude entender o impacto desse tipo de notícia nas minhas pacientes e a importância de ser empática. Afinal, o meu processo foi cercado de medo e muito doloroso, e ter noção de como era passar por tudo isso me fez uma médica mais preparada para apoiar as minhas pacientes. 

Você pode falar um pouco mais sobre o seu processo com esse diagnóstico?

Dra. Gabriela: Claro! Como expliquei, foi durante o período em que eu estudava para a especialização em reprodução humana. Nessa fase, já tinha mais contato com esses exames para avaliar a reserva ovariana, então decidi fazer o meu AMH. Na época, me julgava uma pessoa super saudável, afinal pratico atividades físicas, tenho uma alimentação equilibrada etc., então eu tinha certeza de que ia dar tudo certo. Mas não deu.

Minha reserva ovariana estava beeem abaixo do esperado. Quando recebi esse diagnóstico, esqueci que era médica e que sabia exatamente o que estava acontecendo. Me bateu aquele desespero e aquela vontade de apelar para soluções menos científicas, por assim dizer. Eu ficava pensando: “Vou tomar essa e aquela vitaminas. Vou fazer o teste de novo.” Foi um período breve de negação.

Depois que me acalmei, decidi entender quais eram as minhas opções. Fiz outros exames, que confirmaram o diagnóstico, e optei por congelar meus óvulos. Precisei fazer a estimulação ovariana duas vezes, e pretendo fazer uma terceira, para conseguir captar um número tranquilizador de óvulos viáveis.

Durante todo esse processo, foi importante reconhecer que eu estava muito assustada e me colocar no lugar de paciente. Contei com o apoio de outra médica para tomar decisões importantes — como o momento ideal para congelar os óvulos, por exemplo — e recebi um atendimento acolhedor, que foi fundamental para mim. Pude ver que se eu, que era médica da área, tinha medo de aplicar a medicação errada e de não ver nenhuma evolução durante a estimulação ovariana, minhas pacientes provavelmente ficavam ainda mais vulneráveis. 

Diante de tudo isso, para você, qual é o maior desafio da reprodução assistida, hoje?

Dra. Gabriela: Acho que alguns desafios são inerentes à área. É o caso, por exemplo, das nossas taxas de gestação depois da transferência de óvulos, que ainda estão abaixo do esperado. 

Por outro lado, outro desafio muito grande é a conscientização das pessoas sobre a importância dos tratamentos de Reprodução Assistida. Mesmo que, hoje, a gente fale muito mais sobre isso, ainda existe resistência em aceitar esse tipo de recomendação médica, especialmente quando a gente fala em prevenção da fertilidade. 

Além da especialização em Reprodução Assistida, você também fez outros cursos. Pode falar sobre eles?

Dra. Gabriela: Sim. Fiz dois cursos de ultrassonografia: um de ultrassom transvaginal e outro de ultrassom obstétrico, que acabam sendo muito relevantes para a minha atuação, hoje. 

Além disso, fiz um ano de nutrologia, então aprendi muito sobre alimentação, estilo de vida, treinos… Acabei não seguindo essa formação, porque entrei na especialização em Ginecologia e Obstetrícia, mas uso coisas que aprendi no dia a dia com as pacientes. Evidentemente, não ajo como se fosse nutróloga, porque não sou, mas aproveito o conhecimento adquirido para proporcionar um tratamento integral e oferecer alternativas.

E como você conheceu a Oya Care?

Dra. Gabriela: Conheci a Oya Care enquanto fazia residência no [Instituto] Ideia Fértil, na Faculdade de Medicina do ABC. Foi por meio da Dra. Natalia Ramos, que era minha chefe na época e quem eu costumava acompanhar no centro cirúrgico. Nós conversávamos muito e a Oya ainda estava começando a surgir. 

Comecei a acompanhar todo esse processo de criação do que viria a ser a Oya Care, participei de alguns eventos, e, quando me formei na residência médica, a Dra. Natalia fez o convite para que eu integrasse a equipe médica da Oya.

Os ideais da Oya conversavam muito com o que eu já acreditava: empoderamento feminino, incentivo da preservação da fertilidade, acolhimento no atendimento etc. Então, é claro, topei na hora o convite da Dra. Natalia e estou aqui até hoje. 

Onde encontrar uma médica especialista em fertilidade?

A equipe médica da Oya Care é formada por profissionais especializadas em Ginecologia e Obstetrícia e que também fizeram a residência médica em Reprodução Assistida. Por isso, nossas médicas estão aptas a tirar todas as suas dúvidas sobre técnicas de reprodução humana, tratamentos, congelamento de óvulos e mais.

Você pode agendar uma consulta com uma das nossas médicas de forma 100% online, pelo nosso site. Outra opção é entrar em contato com a nossa equipe pelo WhatsApp. Os atendimentos acontecem na nossa clínica em São Paulo (SP).

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