Conheça a Dra. Natalia Ramos, líder médica da Oya Care!

A reprodução assistida vem ganhando espaço em todo o mundo. O Brasil é o líder latinoamericano em tratamento de reprodução assistida, e conta com serviços especializados, dentro e fora do Sistema Único de Saúde. Mas, mesmo nesse novo cenário, nem sempre é fácil encontrar uma médica de fertilidade em quem a gente realmente confia, né?

Pensando nisso, a Oya Care decidiu bater um papo com a nossa líder clínica, a Dra. Natalia Ramos Seixas. Especialista em ginecologia e reprodução assistida, com uma looonga carreira de sucesso em tratamentos de fertilidade e mais de 2 mil procedimentos no currículo (entre produções independentes, congelamento de óvulos, acompanhamento de casais inférteis e mais!), é ela quem cuida dos nossos serviços e supervisiona o cuidado às nossas oyanas. 

Além de te contar um pouco mais sobre a trajetória da nossa liderança em cuidados, Oya também te mostra como encontrar uma especialista em fertilidade e por que não é cedo (ou tarde!) demais pra cuidar da sua vida reprodutiva. Vamos juntas?

Bate-papo com a Dra. Natalia Ramos: “Eu queria trabalhar com vida”

Você sempre quis ser médica? Como se encontrou na ginecologia?

Dra. Natalia: Sim, sempre quis ser médica, desde muito pequena. Quando entrei na faculdade de medicina, meu sonho era ser pediatra. Mas, quando comecei a ter contato com a pediatria, vi que aquela área não era pra mim, porque percebi que lidar com crianças doentes me fazia muito mal. Foi nesse momento que descobri que sou uma pessoa que gosta de saúde. E hoje, olhando pra trás, consigo ver que essa percepção foi uma das coisas que me aproximou da ginecologia.

Mas a minha virada de chave aconteceu quando eu comecei a me aproximar da reprodução assistida. Ainda durante a faculdade, frequentei as aulas de uma pós-graduação em reprodução assistida que o meu pai, que também é ginecologista e obstetra, cursava. E, mesmo sem entender quase nada daquilo, percebi que era o que eu queria fazer, então meu pai explicou que eu podia fazer ginecologia e obstetrícia pra trabalhar com aquilo.

Eu não sei exatamente quando tomei a decisão de trabalhar com ginecologia, mas durante o internato [período em que estudantes da graduação de medicina atuam em hospitais] eu já sabia.

E a reprodução humana, por que virou um interesse?

Dra. Natalia: Acho que foi porque eu queria trabalhar com a vida. 

Ao longo da minha trajetória, eu trabalhei muito com a morte. Eu saí da faculdade de medicina e entrei direto na residência [período de especialização], no Hospital Pérola Byington, agora conhecido como Hospital da Mulher. É um hospital estadual, do SUS [Sistema Único de Saúde], quase completamente voltado pra oncologia feminina. E foi lá que eu entrei em contato com a preservação da fertilidade pra pacientes oncológicas. Esse é um dos únicos serviços do SUS do Brasil que conta com essa parte de reprodução assistida.

Mas, nesse hospital, trabalhei muito com câncer, com notícias ruins. Eram casos muito complexos, às vezes de cuidados paliativos, e, por mais que eu amasse trabalhar com aquilo, não era algo que eu queria pra sempre. Era difícil separar a Natalia “profissional” da Natalia “pessoal”, então acabava sendo tudo muito pesado. 

E é isso, eu queria trabalhar com vida. Ainda que na reprodução assistida a gente tenha uma taxa de sucesso baixa e tenha muito o que melhorar, a nível mundial, sei que prefiro atuar aqui do que nas outras áreas em que já trabalhei.

Você fez uma parte da sua residência na França. Como foi essa experiência?

Dra. Natalia: Quando entrei no Hospital da Mulher, já tinha o sonho de fazer a minha residência fora do país. Isso aconteceu graças a um dos meus chefes, que, a pedido meu, me colocou em contato com uma equipe de médicos franceses. Depois de uma entrevista, eles me deram a oportunidade de fazer o meu último ano de residência lá.

Na França, eu fui assistente do professor René Frydman, que fez o quinto bebê de proveta do mundo. Ele é um profissional super renomado, e a pessoa que eu mais admiro. Ele também foi um mentor enorme na minha carreira, até porque acabei sendo assistente dele por quase três anos. 

Essa foi uma experiência muito diferente, porque, na França, todos os tratamentos são cobertos pelo seguro social. E isso significava que eu, como residente, podia fazer todos os procedimentos de reprodução assistida, e eram muitos casos — uma média de 40, 50 por semana. Isso me faz perder a dimensão, inclusive, de quantos pacientes eu já atendi [exatamente], ou em quantos casos eu já atuei.  

Ao longo desse período todo, eu também fiz várias especializações na área. Hoje, eu tenho o Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) e o Título de Área de Atuação em Reprodução Assistida, ambos da Associação Médica Brasileira (AMB). 

Qual você acha que é o maior desafio da reprodução humana, hoje?

Dra. Natalia: Melhorar os resultados. Porque, infelizmente, eles ainda não são os ideais — nem no Brasil, nem no resto do mundo. E não é uma questão de, no Brasil, os tratamentos ou as ferramentas serem piores, porque não são. A gente tem, pelo menos em São Paulo, as mesmas condições de tratamento que eu tinha na França, ou que existem em outros países. Mas o grande desafio é realmente melhorar os resultados. Por exemplo, ninguém conseguiu, ainda, solucionar o problema do envelhecimento ovariano, que é a maior causa de infertilidade feminina no mundo. 

E outro grande problema que a gente precisa enfrentar é o custo, que é muito alto. Esse, sim, foi um ponto que fez diferença quando eu voltei da França. Porque é um tratamento que, estatisticamente falando, tem poucas chances de sucesso. Às vezes, é necessário mais de uma tentativa. E, na França, o seguro social cobria isso. No Brasil, não cobre. 

Então, lá, se um tratamento dava errado, a pessoa voltava no mês seguinte e pronto. Aqui, não: além de precisar lidar com esses resultados que não são o que a gente espera, é preciso lidar também com a frustração do custo.  

Como você chegou na Oya Care?

Dra. Natalia: Quando eu conheci a Ste [fundadora da Oya Care], a Oya já existia. Foi logo quando voltei da França, e cheguei aqui como uma médica que ia atender as primeiras oyanas, em um sistema de consultoria. Então eu atendia as oyanas e dava minha opinião médica pra Ste, dos tipos de ação que deviam ser tomadas. 

A gente ficou nesse flerte por um tempo, até que oficializamos esse relacionamento [risos]. E fui eu quem ajudou a Ste a construir e idealizar a parte técnica de todos os serviços da Oya Care.

Mas o meu encanto com a Oya veio, primeiro, dessa liderança feminina. E, depois, dessa visão da prevenção. Quando eu comecei a atender as oyanas, eu trabalhava com infertilidade — o nome técnico da especialidade é esse, “infertileuta”. E falar de promoção da fertilidade, de conscientização, que é a proposta da Oya, é algo extremamente inovador, no Brasil e no mundo. 

Esse assunto fazia muito mais sentido com a minha realidade e com os meus objetivos. Porque eu tava cansada de encontrar mulheres inférteis que nunca tinham sido orientadas e aconselhadas sobre a finitude dessa fertilidade. E eu vi na Oya essa possibilidade de conscientizar as pessoas — tanto que foi assim que a gente começou, com a Descoberta da Fertilidade. 

Existe um lado da reprodução assistida que pode ser muito mercadológico. E é importante mostrar que existe uma visão mais humana também, mais conectada com as pessoas. É nisso que eu acredito.

Por que procurar uma médica especialista em fertilidade?

Uma pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) mostrou que a parcela de pessoas que têm filhos após os 30 anos aumentou consideravelmente nas últimas duas décadas: foi de 26% para 39,1%. No entanto, apesar desse perfil ter mudado, a verdade é que nossa fertilidade não sofreu grandes alterações, e a idade ainda é um dos principais fatores de infertilidade feminina no mundo.

Nesse novo cenário, conhecer o nosso corpo e a maneira como ele realmente funciona é ainda mais importante. E é aí que procurar uma clínica de fertilidade e conhecer médicas especialistas no assunto pode fazer a diferença na hora de conseguir engravidar com segurança. 

Pra quem quer engravidar no futuro, opções como o congelamento de óvulos se tornam cada vez mais interessantes — e até um benefício corporativo atrativo. Da mesma forma, pra quem quer engravidar agora, os tratamentos de reprodução assistida também são um caminho cada vez mais viável.

Ou seja: contar com um serviço especializado faz com que você realmente conheça as suas opções e escolha aquela que melhor se adequa à sua realidade. Além disso, te dá mais autonomia e segurança na hora de tomar uma decisão sobre o seu corpo, e permite que você tenha acesso a um cuidado individualizado e perfeito pra você — sem respostas prontas e sem julgamentos.

Onde encontrar uma médica especialista em fertilidade? 

Os diferentes serviços da Oya Care promovem um cuidado especializado, prezando pela informação clara e pela prevenção: 

  • Com a Descoberta da Fertilidade, disponível de modo online em todo o Brasil, você entende como está a sua reserva ovariana, até que idade é possível engravidar naturalmente e com segurança e o quão distante você está da menopausa;
  • Com o Congelamento de Óvulos, disponível na nossa clínica física em São Paulo (SP), você se prepara pra engravidar no futuro, aumentando suas chances de sucesso ao congelar óvulos com maior qualidade;
  • Com a Reprodução Assistida, também disponível na nossa clínica física em São Paulo (SP), você conversa com uma médica especialista em fertilidade, realiza o exame AMH e conhece melhor as opções mais indicadas para o seu caso.

Tenha mais acolhimento e segurança na hora de engravidar. Entre em contato com a nossa equipe de cuidados e marque uma consulta. Vamos juntas!

ESCRITO POR

Dra. Natalia Ramos Seixas

REVISADO POR

Dra. Natalia Ramos Seixas

A Dra. Natalia Ramos Seixas é a líder médica da Oya Care, especialista em fertilidade e reprodução humana.

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