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Como sei se estou com vaginose? Qual o tratamento?

Uma intrusa desagradável, a vaginose é uma doença que causa muito incômodo em pessoas do sexo feminino e nos deixa desesperadas atrás de um tratamento rápido e eficiente. 

Não é à toa: a doença dá coceira, dor, corrimento bem diferente do comum e deixa um odor  bem característico na região íntima- quem já viveu a experiência costuma classificá-lo como “cheiro de peixe podre”. 

Você acha que essa visita inesperada cruzou seu caminho? Não tema! Vem com a primeira clínica virtual de saúde feminina do Brasil entender qual é o tratamento da vaginose!

Será que estou com vaginose? Qual é o tratamento?

Sabemos que você chegou até aqui buscando um tratamento rápido e prático para vaginose, por isso a gente já adianta: quando corretamente diagnosticada por ginecologista, a infecção geralmente é tratada com antibióticos e/ou cremes e pomadas com ácido lático em sua composição. 

Leu bem né, an-ti-bi-ó-ti-cos, medicamentos que precisam de receita médica na hora da compra e não devem, em hipótese alguma, ser tomados sem acompanhamento especializado. ‍

Por que o tratamento da vaginose geralmente é feito com antibióticos?

Assim como acontece na candidíase, a vaginose geralmente nos afeta quando existe algum desequilíbrio na nossa flora (ou microbiota) vaginal. 

Pra deixar bem explicadinho, pense na sua flora vaginal como uma defensora, o sistema imunológico da sua saúde íntima. Dentro dessa microbiota existe um exército de microorganismos que atuam dentro de você criando um ambiente hostil para bactérias e outros ofensores que podem tirar seu sossego.

Justamente para criar um lugarzinho no qual esses microrganismos prejudiciais não se criam, sua flora vaginal tem que ser ácida, ou seja, deve ter pH baixo (entre 4 e 4,5).

O problema é que às vezes, por diversos motivos, a microbiota vaginal pode ficar ácida demais ou de menos, causando infecções incômodas. No caso específico da vaginose, o que acontece é um aumento do pH da região que facilita o acesso de bactérias causadoras de doenças como Gardnerella vaginalis, Prevotella e Atopobium ao nosso corpo.

Entendeu? Por ser uma infecção causada por bactérias prejudiciais à nossa saúde, o tratamento da vaginose geralmente é feito com uso de antibióticos.

“Mas, Oya, por que eu não posso simplesmente ir à farmácia, comprar um antibiótico e fazer logo o tratamento da vaginose?”‍

Por que não devo me automedicar com antibióticos?

A ciência comprova que o uso indiscriminado de antibióticos tem contribuído para um aumento da resistência das bactérias no nosso corpo, o que é muito perigoso e pode até representar um risco para a população em geral. 

Mais grave ainda: pesquisas apontam que esse fortalecimento de microorganismos prejudiciais à saúde não afeta somente quem se automedica incorretamente. 

Esses estudos mostram que tomar antibióticos sem a correta prescrição médica pode fortalecer as bactérias a ponto de criar a chamada “resistência na comunidade”. Parece com o que aprendemos durante a pandemia da Covid-19: os agentes causadores de doenças vão se tornando mega resistentes ao passarde um corpo a outro, dificultando o tratamento, o que pode causar até mesmo um surto da doença em cidades, estados e países inteiros.

Além do mais, o uso de antibióticos para o tratamento da vaginose (quando feito sem acompanhamento médico) pode sobrecarregar o fígado.

E outra: quem te garante que você está mesmo com vaginose? A melhor pessoa para dizer se você está ou não com a infecção é uma/ um ginecologista.‍

Sempre fui a pessoa que lutou contra a candidíase. Por anos e anos meu grande B.O. da vulva foi a cândida, que teimava em voltar, depois da praia, numa queda de imunidade, por stress. Essa familiaridade (e o desconhecimento da vaginose na época) me fez conviver por mais de mês e meio com aquele cheiro (horrível) e coceira (chatíssima), tratando como se fosse mais um episódio de candidíase.

Foi só depois de uma consulta virtual, muita conversa e abertura com a médica, que descobri o real problema. Vaginose tratada, cheiro e coceiras resolvidos e o aprendizado de que se autodiagnosticar é perigoso demais. 

Maria, 30 anos.

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Certo, mas fale mais sobre os sintomas da vaginose

Existem dois tipos de vaginose, que se manifestam com diferentes tipos de sintomas e devem receber tratamento específico

  • Vaginose bacteriana: que acontece pelo desequilíbrio da microbiota vaginal (ou seja, de bactérias responsáveis por defender o nosso organismo);
  • Vaginose citolítica: que tem como característica a proliferação de lactobacilos e a redução do pH vaginal.

vaginose bacteriana geralmente não causa uma reação inflamatória e tem como principais sintomas:

  • Corrimento branco-acinzentado;
  • Cheiro de peixe morto.

Já a vaginose citolítica normalmente apresenta sintomas parecidos com os da candidíase, o que gera alguma confusão e por isso mesmo deve ser avaliado por um ginecologista para o diagnóstico correto. São alguns de seus sinais:

O que causa vaginose?

Como explicamos anteriormente, a principal causa da vaginose é  desequilíbrio da flora vaginal. Mas aposto que nesse momento você deve estar se perguntando o que pode levar a esse desequilíbrio. Então vamos lá:

  • Uso de roupas muito apertadas (em especial o jeans);
  • Duchas vaginais (sua flora não precisa disso, ela é autolimpante);
  • Uso de perfumes para a vulva e sabonetes inapropriados para a região íntima;
  • Uso de calcinhas do tipo fio dental, já que elas acabam facilitando a proliferação das bactérias da região anal na genital;
  • Sexo sem proteção (o contato com o sêmen e outros fluídos pode alterar o pH vaginal);
  • Higiene inadequada

A vaginose também costuma ser uma doença bastante comum em pessoas que têm fluxo menstrual muito intenso ou escapes de sangue entre uma menstruação e outra. Além disso, a menopausa, a candidíase de repetição e, como já apontamos em cima, as lavagens com duchas (completamente desnecessárias!) são outros dos fatores de risco.‍

Tive vaginose como consequência de uma série de episódios de candidíase que eu tratei dos jeitos mais mirabolantes em casa. Eu até tentei marcar consulta pra resolver a candidíase, na época, mas as filas de espera pra ginecologista no convênio duravam semanas e optei pela automedicação.

Transformei minha própria vagina em um ambiente tão inóspito para qualquer coisa saudável, que acabei com vaginose. A coceira é tão desagradável quanto a da infecção por Cândida, com o agravante do mau cheiro.

Laura, 28 anos. 

A vaginose é uma infecção sexualmente transmissível (IST)?

A vaginose não é uma infecção que “se pega” de alguém ou de algum lugar. Isso porque, como já explicamos, a infecção acontece por um desequilíbrio da flora vaginal e não por transmissão entre parcerias sexuais.

É fato que sexo sem proteção pode sim ser fator de risco para a vaginose, uma vez que o contato da vagina com fluídos corporais, como o sêmen, pode modificar o pH da vagina e contribuir para a proliferação de bactérias.‍

A vaginose não tratada pode trazer complicações?

Infelizmente sim, a vaginose não tratada pode resultar em algumas complicações como:

  • O parto prematuro e o baixo peso do recém-nascido (caso a afetada esteja gestante);
  • DIP (ou doença inflamatória pélvica), que é a inflamação do útero e das trompas;
  • Em casos mais extremos, até mesmo a infertilidade (exatamente por poder “alcançar” as trompas);
  • Infecções Sexualmente Transmissíveis (quando mal tratada, a vaginose pode facilitar algumas ISTs como o HIV, a gonorreia e a clamídia).

Pois é, apesar de não ser considerada uma doença grave, a vaginose pode trazer muitas complicações caso não seja tratada corretamente.

Por isso, procurar ajuda médica é realmente a melhor forma de se livrar da vaginose e de outras doenças que causam corrimentos, desconfortos e ardência na vulva.

Como conseguir uma consulta com ginecologista rápida e prática para falar sobre vaginose?

SOS Ginecologista, a consulta online com ginecologista da Oya, te ajuda na missão de encontrar tratamento prático e rápido para a vaginose ou outros desconfortos íntimos.

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