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A liberdade de ouvir nossa própria voz

O que é inegociável para você?

‍Vou começar essa coluna abrindo o jogo e dizendo que tive um gigante bloqueio criativo para escrevê-la. Logo eu, que elenco a criatividade como uma das minhas características mais expressivas. Desde que comecei a redigir esse texto eu já apaguei e reescrevi tudo umas sete vezes; por algum motivo, não estava conseguindo desenvolvê-lo de uma maneira que me agradasse.

‍O tema dessa coluna é autoconhecimento.  E acho que já me conheço o suficiente para entender – e aceitar – quando tem algo me bloqueando, então decidi respeitar esse momento. Fechei o computador, li um livro, assisti uma série, saí pra almoçar. E foi aí que tudo fez sentido: só vou me conhecer de verdade se antes de qualquer coisa eu me respeitar, junto com todas as minhas dificuldades, limitações, dúvidas… porque elas estão tentando me dizer alguma coisa. E se eu não tivesse parado e dado um passo atrás, provavelmente não teria conseguido ouvi-las.

‍Vivemos na era da comunicação e da influência. Todos os dias somos bombardeados por ideias, opiniões, notícias, publicidade… Muitas delas nos impactam diretamente, o que pode tornar o processo de autoconhecimento bem desafiador: identificar se as vozes que nos orientam são, de fato, nossas, ou se são sugestões externas vindas de um fluxo incessante de estímulos.

‍Mas depois de muita introspecção e auto análise, entendi quais são os meus inegociáveis. Explico: quais são as coisas, experiências e companhias que não abro mão (ou seja, não são negociáveis) para que eu possa viver minha vida de forma saudável, feliz e satisfatória. Enxergando claramente esses pontos fica mais fácil entender minha própria individualidade e me blindar das influências exteriores.

‍Entender quais são os nosso inegociáveis nos permite fazer escolhas mais conscientes e que façam sentido em nossas vidas, como aceitar ou não uma nova oportunidade de emprego, começar ou terminar um relacionamento amoroso… ou até mesmo situações que não sejam mudanças de vida, mas que nos impactam de alguma forma, como fazer uma viagem longa com a turma de amigos ou uma mudança radical na rotina.

‍Mas tem algo além disso que também é muito, muito importante e que nos possibilita fazermos escolhas, praticando o autorrespeito e o autoconhecimento: a liberdade. Somente em liberdade que conseguimos genuinamente ouvir nossa voz interna, seguir nossas vontades e viver nossa própria verdade.

É a liberdade de escolher ter um filho, ou dois, ou três. Ou nenhum. A liberdade de escolher trabalhar num ambiente corporativo ou se dedicar a talentos que gerem sustento de forma alternativa e sem amarras formais. A liberdade de escolher as companhias que fazem bem ter por perto, os ambientes que nutrem e fazem crescer, as atividades que geram sensação de conquista. E, tão importante quanto, a liberdade de eliminar tudo aquilo que não fizer sentido em nossa realidade pessoal, de descartar práticas que nos diminuem e de desconectar daqueles que não estão do nosso lado para somar. É a liberdade de saber e poder falar “não”. Liberdade de negociar em prol daquilo que desejamos e de não abrir mão daquilo que é inegociável. Para as mulheres, um ato revolucionário.

‍Claro que tudo faz parte de um processo: assim como qualquer aprendizado, o autoconhecimento também requer tempo, foco e dedicação. Mas a boa notícia é que temos uma poderosa aliada que nos acompanha durante todo o trajeto: nossa intuição. Ao mergulharmos no silêncio de nosso interior, forrado de segurança e liberdade, conseguimos escutar nossas próprias respostas às questões que nos rodeiam, e mais do que nunca os inegociáveis se fazem ouvir. No mar de influência em que vivemos, não tem nada mais reconfortante do que sermos livres para ouvir nossa própria voz.‍

@oya.care

Inspiração para esse domingo: dia oficial do autocuidado e do autoconhecimento 🧘 se descobrir (por dentro e por fora) é um processo constante e bonito demais!

♬ som original – Oya Care

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