Ter ou não ter filhos? Questões para te ajudar a refletir

Quem ainda não tem uma resposta para o dilema de ter ou não ter filhos ou, ainda, pensa em ter filhos uuuum dia, vira e mexe se vê diante de uma série de questões sobre o tema. 

Gestar ou adotar? Será que vou dar conta? Será que estou pronta? Antes de se cobrar essas respostas, existem alguns outros questionamentos que levam à reflexão e podem te ajudar a chegar a conclusões importantes sobre o papel (e o espaço) da maternidade (ou a falta deles) na sua vida.

Ter ou não ter filhos, eis a questão

Quando a conversa no consultório da Oya caminha para maternidade e fertilidade, eu sempre digo: “Encontre um momento de sossego, passe um bom café e reserve um tempo para refletir sobre algumas perguntas importantes.” Criar esse espaço para si mesma é um ato de autocuidado e pode trazer muita clareza sobre seus desejos e expectativas.

Geralmente, quando apresento essas perguntas e sugiro esse “dever de casa”, é quase perceptível nos olhos de muitas mulheres uma expressão do tipo: “Verdade. Eu nunca parei tudo o que estava fazendo para realmente refletir sobre essas questões.” Essa pausa para reflexão é crucial, pois muitas vezes estamos tão envolvidas com as demandas do dia a dia que não nos permitimos esse momento de introspecção.

As perguntas que trago a seguir foram cuidadosamente elaboradas para ajudar você a refletir sobre diferentes aspectos da maternidade e vão muito além do famoso “ter ou não ter filhos”. Elas vão desde questões pessoais e emocionais até considerações práticas e médicas. 

O objetivo é que você possa, com calma e profundidade, explorar cada uma delas e encontrar respostas que ressoem com sua verdade e individualidade.

Até que ponto seu desejo de ser mãe é influenciado por fatores externos, como criação, religião e pressões sociais?

Vamos lá: antes de decidir ter ou não ter filhos, é fundamental entender se sua motivação é interna, pessoal, ou se vêm de fatores externos. Você quer ter filhos para se sentir “completa” em relação ao que esperam de você, para agradar sua parceria ou algum familiar, ou porque a maternidade reflete o que você valoriza e acredita? 

O outro lado também é válido: você pensa em não ter filhos porque viveu em um ambiente familiar hostil quando era criança? Sua parceria não quer ter filhos de jeito nenhum, então você decidiu colocar essa ideia embaixo do tapete? Tem medo do futuro do planeta? 

Fatores externos podem moldar nossas expectativas e decisões, muitas vezes sem percebermos. Isso não quer dizer que o peso que elas trazem não seja legítimo, mas é importante lançar luz para a forma como elas nos influenciam. Aprofundar-se nessa reflexão pode trazer clareza e ajudar a tomar uma decisão mais consciente e alinhada com seus valores e desejos autênticos.

Sua parceria atual é a pessoa que você gostaria que fosse pai ou mãe dos seus futuros filhos?

Imaginar a parceria atual como pai ou mãe dos seus filhos é essencial. Pense sobre os valores, comportamentos e características que essa pessoa traz para a relação. Imagine como seria compartilhar as responsabilidades e as alegrias da criação de uma criança. 

Esse exercício pode ajudar a avaliar se vocês estão alinhados em termos de objetivos de vida e se possuem uma base sólida de confiança e respeito mútuo, necessária para a jornada da parentalidade.

É fundamental também saber o que o seu par pensa sobre ter ou não ter filhos. Existe uma resposta? Caso essa conversa ainda não tenha surgido no convívio de vocês, é essencial trazê-la para roda. O assunto já foi tema de outro post no blog da Oya e pode te ajudar a encarar essa missão.

Conversar sobre ter ou não ter filhos é a primeira de muitas conversas difíceis que envolvem projetar um futuro a dois, uma discussão que, acredito eu, será cada vez mais presente nas esferas públicas. Para tratar o assunto com a firmeza que ele demanda, precisamos não só de desconstruir estereótipos, estigmas e “verdades absolutas”, mas também (e principalmente) de tempo. Tempo para pensar, tempo para se conhecer, tempo para mudar de ideia, tempo para se preparar e até mesmo para errar, tempo, enfim, para viver antes de bater o martelo sobre algo tão importante.

Você toparia ser mãe solo?

E se você não precisasse de uma pessoa ao seu lado para poder ter filhos, você toparia? 

Graças à reprodução assistida e ao potencial da fertilização in vitro com uso de gametas doados, hoje você não precisa. O mesmo vale para adoção, que pode ser feita por pessoas solteiras. 

Uma reportagem da Folha de S. Paulo destacou o crescimento no número de mulheres de classes mais altas que escolhem ter filhos sozinhas graças à reprodução assistida. De acordo com um especialista na área ouvido pelo jornal, esse público já corresponde a 10% de suas pacientes. O que você sente ao saber disso? 

A decisão de ser mãe solo é um passo significativo que exige uma avaliação honesta de suas capacidades e recursos. Pergunte-se se você está preparada emocionalmente e financeiramente para assumir essa responsabilidade de forma independente. Considere a rede de apoio que você tem ao seu redor e se sente que tem a força e a resiliência necessárias para enfrentar os desafios que possam surgir. Esta reflexão ajuda a identificar sua disposição e planejamento para encarar essa escolha com segurança e confiança.

Para saber mais sobre o assunto, leia a história da Carol Slemer, que escolheu ser mãe nos próprios termos e escreveu um texto sobre sua experiência com a produção independente.

Quantos filhos você quer ter?

Ter ou não ter filhos não é uma pergunta que se responde apenas uma vez na vida. Se você diz sim para a maternidade uma vez, a pergunta irá te assombrar pelo menos mais uma vez no futuro. Ter ou não ter OUTRO filho – já pensou sobre isso?

Refletir sobre o número de filhos que você deseja é uma questão que deve considerar aspectos emocionais, financeiros e de estilo de vida. Reflita sobre a dinâmica familiar que você imagina e como ela se encaixa nos seus planos e recursos atuais. Pergunte-se se você está preparada para as responsabilidades adicionais que cada filho trará e como isso afetará sua rotina e equilíbrio emocional. 

Esse questionamento pode te ajudar a visualizar a família que você deseja construir de forma realista e sustentável, inclusive em relação ao tempo que você tem para chegar lá, caso deseje ser mãe pela via biológica. Isso nos leva à próxima questão…

Qual a diferença de idade entre um filho e outro você acharia ideal?

A diferença de idade entre filhos é uma decisão pessoal que pode impactar tanto a dinâmica familiar quanto a saúde da mãe. Do ponto de vista médico, é recomendado um intervalo de pelo menos 18 meses entre o parto e uma nova gravidez para permitir que o corpo se recupere totalmente. Esse período reduz riscos de complicações como parto prematuro e baixo peso ao nascer. 

Não podemos esquecer que o tempo também é um fator relevante quando falamos da reserva ovariana feminina. Ter um filho saudável, sem dificuldades para engravidar, não garante que uma segunda ou terceira gravidez seja igual, já que seu corpo muda ao longo do tempo, assim como sua reserva ovariana, que cai em quantidade e qualidade com o passar do tempo.

Para responder essa pergunta de forma assertiva, o mais indicado é fazer uma avaliação de reserva ovariana. Através dela, é possível conhecer a linha do tempo da sua fertilidade, para que você consiga integrar seus planos com sua saúde reprodutiva e entender se eles são compatíveis.

Se você descobrisse hoje que não pode ter filhos naturalmente ou que sua reserva ovariana é muito pequena, como você se sentiria?

Ter ou não ter filhos é uma questão que diz respeito a você, a uma parceria (em grande parte dos casos) e, também, ao seu corpo. Para quem busca a maternidade pela via biológica, esse é um ponto importante a ser considerado já que, infelizmente, para alguns casos, a realidade do seu corpo pode não ser compatível com seus desejos e idealizações. Você está pronta para lidar com isso?

Descobrir que não se pode ter filhos naturalmente ou que sua reserva ovariana é pequena pode ser uma experiência emocionalmente desafiadora. Mas é importante lembrar que muitas mulheres enfrentam questões de fertilidade, e há diversas alternativas disponíveis. 

Do ponto de vista médico, entender a sua saúde reprodutiva pode abrir portas para possibilidades como a fertilização in vitro ou mesmo o congelamento de óvulos em caso de uma reserva ovariana baixa. Emocionalmente, é essencial permitir-se sentir e processar essas informações, buscando apoio de profissionais de saúde, psicólogos e sua rede de apoio. 

Planejamento reprodutivo com acolhimento e informação

Não existem respostas certas ou erradas para nenhuma dessas perguntas; o  importante é ser honesta com você mesma, para que assim você possa tomar uma decisão alinhada com o que realmente acredita. E não se esqueça que você não está sozinha!

Ter ou não ter filhos? Se você está inclinada para a primeira resposta ou deseja entender mais sobre diferentes opções e possibilidades, a Oya está aqui para te ajudar. Nosso time conta com uma equipe de ginecologistas especialistas em fertilidade feminina, capacitadas para te atender com respeito, acolhimento e muita expertise.

Na nossa clínica em São Paulo, localizada no Itaim Bibi, você ainda tem a chance de tomar um café delicioso enquanto conversamos sobre seu futuro reprodutivo. Os atendimentos também podem acontecer remotamente, através de videochamada, e você recebe todas as receitas e pedidos de exame direto no seu e-mail. 

Quer saber mais? Agende uma consulta diretamente pelo nosso site ou entre em contato com a nossa equipe de cuidados pelo WhatsApp. Vamos juntas!

Conteúdo co-criado com Dra. Mariana Schmidt (CRM SP 241.931 l RQE 1115821), médica, ginecologista na Oya Care e especialista em Reprodução Assistida (ou: especialista em Fertilidade) que sempre acha um tempinho para ler ou escrever!

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