Quais as chances de engravidar com óvulos congelados?

Engravidar com óvulos congelados pode ser uma opção viável para algumas mulheres que pretendem adiar o sonho da maternidade. No entanto, descongelar os óvulos e partir para uma tentativa de gravidez, essa “segunda fase” do processo de congelamento, costuma deixar muita gente receosa. 

O “pé atrás” acontece principalmente quando falamos sobre as taxas de sucesso, ou seja, a porcentagem de bebês nascidos vivos a partir de uma fertilização in vitro feita com óvulos congelados. Mas estamos aqui para abrir o jogo e encarar o elefante no canto da sala. 

A gente adianta: as chances de sucesso não são absolutas, mas são bastante positivas. Dados da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva indicam que entre 30% e 60% dos congelamentos resultam em gestações saudáveis e nascimento de bebês vivos no futuro, a depender de alguns fatores. 

Alguns locais costumam informar que as chances de engravidar com óvulos congelados ficam entre 2% e 12%. A questão é que esse número faz referência a um óvulo apenas. É justamente por isso que as clínicas seguem o protocolo de congelar pelo menos 8 óvulos por vez: assim, podemos otimizar as chances de uma gravidez bem sucedida.

Mas esse número, sozinho, não quer dizer muita coisa, né? Então vem com a Oya entender melhor quais as chances de você engravidar com óvulos congelados e o que afeta essa taxa de sucesso.

Quais fatores impactam a gravidez com óvulos congelados?

Você já sabe qual é a média de sucesso de uma gravidez com óvulos congelados. Mas você sabia que alguns fatores biológicos impactam essa taxa, positiva ou negativamente? Pois é. 

Não precisa se preocupar: a gente te ajuda a entender quais fatores são esses, e como eles influenciam essa possível gravidez. Dá uma olhada!

Em primeiro lugar, a idade

É importante reforçar: a idade é o principal fator na hora de definir as chances de uma gravidez com óvulos congelados bem sucedida. Quanto mais jovens passamos pelo processo de congelamento, mais novos são nossos óvulos e, portanto, maior a chance de eles chegarem ao fim do processo saudáveis e prontos para a fertilização.

Principalmente após os 35 anos, a qualidade e a quantidade de óvulos começa a reduzir significativamente. Isso pode atrapalhar ou mesmo impedir a gravidez, mesmo que ela aconteça com auxílio de técnicas de reprodução assistida.

E, quando falamos de idade, também falamos de reserva ovariana

A reserva ovariana é o nosso “estoque” de óvulos, que começa a ser usado a partir da primeira menstruação e vai diminuindo ao longo da vida. Não, a gente não consegue recomeçar ou aumentar a nossa reserva ovariana, e é justamente por isso que conhecer e cuidar da nossa fertilidade é tão importante.

A idade e a reserva ovariana interferem no número de óvulos que podem ser coletados em um único ciclo de congelamento, e também na qualidade desse material (que a gente já vai explicar melhor). No geral, o procedimento de preservação é feito apenas em pessoas que conseguem pelo menos 8 óvulos saudáveis.

Sabemos que cada corpo é único e uma mulher de 30 anos pode ter uma reserva baixa, assim como alguém de 37 pode ter um “estoque” numeroso. Contudo, na média, é mais provável que quanto mais jovem for a pessoa, maiores são suas chances de conseguir óvulos saudáveis em um único ciclo.

E quanto mais “jovens” forem esses óvulos, maiores as chances de engravidar com óvulos congelados. Pra saber quantos óvulos ainda temos, a gente pode fazer alguns testes diferentes. O mais comum deles é o exame AMH, que mede os níveis do hormônio antimülleriano no organismo – hormônio capaz de refletir como está o estoque dos nossos “ovinhos”. 

E a qualidade dos óvulos também importa

A qualidade dos óvulos acaba sendo um fator sobre o qual a gente quase não ouve falar, né? Mas também é importante. Afinal, ela também vai diminuindo com o passar dos anos.

E não é só a idade que conta: ter uma vida equilibrada e cuidar do nosso corpo ajuda a ter óvulos mais saudáveis. Ou seja: não fumar, não beber em excesso, dormir bem, fazer exercícios físicos e ter uma dieta balanceada impactam positivamente na nossa fertilidade.

Mas olha só: não dá pra saber a qualidade dos nossos óvulos assim que a coleta acontece, nem antes dela. Um bom profissional pode fazer uma predição a partir do seu histórico, mas o resultado concreto mesmo a gente só descobre na prática.

Um alto volume de óvulos coletados também não implica, necessariamente, em uma boa saúde. Por isso, o ideal é coletar o maior número e ampliar as chances de encontrar óvulos saudáveis e viáveis, que vão possibilitar a gravidez no futuro.

Mas o tempo de armazenamento dos óvulos já não conta tanto

Pode parecer surpreendente, mas algumas pesquisas apontam que o tempo de congelamento de óvulos não influencia na qualidade que eles terão na hora da fertilização. Além disso, esses estudos não mostram um aumento no risco da saúde dos bebês nascidos a partir de óvulos congelados. 

Ainda assim, vale pontuar que o congelamento de óvulos é muuuito recente, principalmente no Brasil. Então, se você pretende congelar os óvulos por um período muito longo (por exemplo, 10 anos), é melhor conversar com um especialista pra entender os riscos, tá?

Engravidar com óvulos congelados é a mesma coisa de fazer fertilização in vitro?

Sim e não. A verdade é que esses são dois processos separados, mas o congelamento de óvulos pressupõe uma fertilização in vitro (FIV). A gente não pode falar que eles são sinônimos, mas as etapas se complementam. Ou seja, você congela primeiro e fertiliza depois.

Para as mulheres que optam pela FIV, o passo a passo do congelamento pode ser necessário, a não ser que seja um caso de infertilidade ligado aos gametas femininos. Daí o processo é um pouquinho diferente, porque a mulher que vai engravidar não produz os óvulos.

Já pra quem quer engravidar com óvulos congelados, a fertilização in vitro é a etapa final do processo, quando o embrião é colocado no útero e pode começar a se desenvolver.

Quero saber mais sobre congelamento de óvulos. Por onde eu começo?

Se você está pensando em engravidar com óvulos congelados ou só quer entender melhor como todo esse processo funciona, a gente pode te ajudar. O primeiro passo é saber se você precisa congelar os óvulos mesmo.

Em seguida, é importante se preparar financeiramente. Além de pesquisar o preço do congelamento de óvulos, vale a pena olhar pra sua vida financeira e definir se essa decisão faz sentido neste momento.

Por fim, é fundamental conhecer a Descoberta da Fertilidade da Oya. Afinal, a gente te ajuda a explorar a sua fertilidade e a sua reserva ovariana, pra entender quais caminhos são mais indicados pro seu caso. 

Mais do que falar exclusivamente sobre o congelamento, você vai:

  • Entender a sua reserva ovariana e descobrir se ela está abaixo, acima ou na média para a sua idade;
  • Descobrir se você vai chegar na menopausa antes da média brasileira;
  • Entender até qual idade é seguro planejar uma gravidez natural;
  • Descobrir se será mesmo necessário congelar os seus óvulos e como funciona todo esse processo.

Desse jeito, você não recebe uma resposta automática: em vez disso, ganha um relatório personalizado e que pode ser acessado de qualquer lugar, faz todos os exames com o acompanhamento especializado de uma equipe e conhece a fundo as suas opções. Bem melhor, né?

E, se o congelamento for mesmo o caminho a ser seguido, a gente também te ajuda no processo, acompanhando tudo de pertinho e garantindo o acolhimento que você merece. Vamos juntas?

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