Infertilidade feminina: causas, sintomas e tratamentos

A infertilidade feminina é, com frequência, vista como uma espécie de sentença irreversível, que marca o fim do sonho de uma gestação natural. Embora seja bastante comum — no Brasil e no mundo —, ela ainda é recebida como uma grande vilã. Mas será que é isso mesmo?

Por um lado, o diagnóstico de infertilidade feminina carrega um grande peso emocional e social, uma vez que mexe com a noção de feminilidade das mulheres (construída a partir de perspectivas normativas de gênero) e é, de certo modo, o “fim” de um sonho. Por outro lado, porém, a tecnologia está do nosso lado e já oferece alternativas para contornar esse diagnóstico e até mesmo revertê-lo.

Quer saber mais sobre esse assunto? Vem que a Oya te conta tudo o que você precisa entender sobre infertilidade feminina, de causas a tratamentos.

O que é infertilidade feminina?

A infertilidade é a dificuldade para engravidar de forma natural. O diagnóstico é feito após 12 meses de tentativas naturais (ou seja, pela via sexual) para pessoas de até 35; a partir dessa idade, 6 meses de tentativas frustradas já são indicativas de problemas de fertilidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela acomete de 8% a 15% dos casais durante a sua vida fértil.

Quando falamos de infertilidade feminina, porém, os dados são um pouco mais complexos: dentre os casais considerados inférteis, apenas 30% recebem esse diagnóstico graças a um problema de infertilidade feminina. Ainda assim, no geral, são as mulheres que carregam a culpa por casos de infertilidade e são elas que costumam tomar a iniciativa na busca por diagnósticos e tratamentos.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) destaca que 8 milhões de indivíduos podem ser diagnosticados com infertilidade no Brasil. E a ONU indica que as taxas de fertilidade vêm diminuindo em todo o mundo. 

Ou seja: embora seja um diagnóstico bastante difícil, a infertilidade não é tão incomum quanto parece. E sempre vale a pena pontuar que receber esse diagnóstico nem sempre significa uma total impossibilidade de gravidez natural, tá? Em boa parte dos casos, a infertilidade é mais uma condição o que sentença definitiva. 

Além da possibilidade de  realizar tratamentos que auxiliam a concepção natural, a reprodução assistida está aí para quem precisa. Por isso, vale a pena conversar com uma ginecologista antes de se desesperar.

Quais são as principais causas da infertilidade feminina?

As causas para a infertilidade feminina podem variar muito, a depender do histórico de saúde da pessoa. No entanto, as mais comuns, representando até 81% dos casos, são: 

  • problemas na ovulação;
  • adesões pélvicas (cicatrizes internas na região das tubas e útero);
  • obstrução das tubas uterinas;
  • hiperprolactinemia (produção excessiva de prolactina).

Além disso, estudos mostram que a endometriose é um fator de risco para a infertilidade feminina. Isso significa que mulheres diagnosticadas com endometriose podem apresentar maiores dificuldades para engravidar naturalmente.

Por fim, algumas pesquisas sugerem, ainda, que a nutrição também pode interferir na infertilidade feminina. Nesse sentido, o consumo inadequado de micronutrientes (como iodo, selênio e magnésio), a obesidade, a magreza excessiva e um estilo de vida pouco saudável (com o consumo de álcool, tabagismo e altos níveis de estresse) podem aumentar as chances de infertilidade. 

Qual a relação entre infertilidade feminina e idade?

A idade também é um fator relevante quando falamos sobre infertilidade feminina, uma vez que está associada à diminuição da fertilidade. 

Como adiantamos na introdução, para mulheres com menos de 35 anos, a infertilidade feminina costuma ser diagnosticada depois de um ano de tentativas regulares (ou seja, de sexo desprotegido e recorrente). 

Já para  mulheres que já tem mais de 35 anos, já podemos falar sobre infertilidade feminina após 6 meses de sexo regular desprotegido. Isso porque, a partir dessa idade, a reserva ovariana tem uma queda acentuada e, desse modo, a gravidez se torna naturalmente mais difícil.

Para quem deseja engravidar depois dos 40, a infertilidade pode ser diagnosticada mesmo antes dos 6 meses. Nos casos em que há ciclos menstruais irregulares ou fatores de risco, como a endometriose, as chances de infertilidade feminina aumentam.

Como saber se tenho infertilidade feminina?

O diagnóstico de infertilidade feminina só pode ser dado por uma ginecologista. No entanto, ele costuma ser considerado quando há falha em engravidar durante o período de um ano (para mulheres com menos de 35 anos) ou seis meses (para mulheres com mais de 35 anos).

A investigação médica costuma levar em consideração:

  • A avaliação do sêmen do parceiro;
  • A regularidade das fases do ciclo menstrual;
  • A existência de possíveis obstruções nas tubas uterinas;
  • A avaliação do útero;
  • A reserva ovariana.

Para que a reserva ovariana seja avaliada corretamente, é realizado o exame para investigar a dosagem do hormônio antimulleriano (exame AMH). No entanto, também podem ser solicitados exames de imagem.

Quais são os sintomas de infertilidade feminina?

A infertilidade feminina não é uma condição que permite um diagnóstico simples, a partir de sintomas físicos. Na verdade, a melhor forma de suspeitar dela é quando você tá tentando engravidar, mas não tá rolando

Ainda assim, a infertilidade pode estar associada a outras doenças ginecológicas que, por sua vez, se manifestam a partir de sintomas específicos. Por exemplo:

Caso você apresente qualquer um desses sintomas, vale a pena conversar com uma ginecologista. Mas lembre-se: eles não são um atestado de infertilidade feminina, e pode ser que você consiga engravidar normalmente.

Infertilidade feminina tem tratamento?

Sim! Os tratamentos para infertilidade feminina dependem muito da causa, e podem ser ou clínicos, ou cirúrgicos. Por isso, é indispensável ter o acompanhamento de uma equipe ginecológica na qual você confie.

Abaixo, a gente explica melhor quais são os possíveis tratamentos para a infertilidade feminina. Olha só:

Nos casos de problemas de ovulação…

Quando há problemas de ovulação causando a infertilidade feminina, pode ser indicado: 

  • ajuste do peso corporal (perda ou ganho de peso);
  • uso de agentes estimulantes dos ovários;
  • tratamento contra resistência insulínica;
  • cirurgia;
  • tratamento com dopamina.

Nesses casos, a fertilização in vitro também pode ser uma opção para quem está tendo dificuldades para engravidar. 

Quando há obstrução das tubas uterinas…

Nos casos em que há qualquer tipo de obstrução das tubas uterinas, podem ser indicadas como tratamento:

  • a lise das aderências (processo de remoção de cicatrizes excessivas);
  • a dilatação das tubas uterinas;
  • a criação de uma nova tuba, via cirurgia e cateterização.

Quando a obstrução das tubas uterinas é causada por mioma, malformações congênitas e pólipos endometriais, a cirurgia também é indicada. 

Posso evitar a infertilidade feminina?

Como mencionamos, a infertilidade feminina se apresenta ao longo do tempo. No entanto, quando você já possui algum problema ginecológico que pode aumentar as suas chances de ser diagnosticada com a infertilidade, existem algumas ações preventivas que podem ser adotadas.

A mais importante delas é a manutenção de um estilo de vida saudável. Uma boa alimentação e a prática recorrente de exercícios físicos ajudam a aumentar a qualidade dos óvulos e proporcionam uma gravidez mais tranquila. 

Além disso, para quem deseja garantir maiores chances de engravidar no futuro, o planejamento familiar também é uma opção. Nesse sentido, vale a pena investigar se vale a pena congelar os óvulos ou se pode optar por alguma das alternativas de reprodução assistida.

Já recebi o diagnóstico de infertilidade feminina. E agora?

Se você já foi diagnosticada com infertilidade feminina, mas quer engravidar, não precisa se preocupar: existem maneiras de tornar esse objetivo uma realidade. Algumas delas são:

  • O coito programado;
  • A inseminação intrauterina;
  • A fertilização in vitro.

Se você é de São Paulo (SP), a Oya pode te ajudar a entender qual dessas alternativas de reprodução assistida faz mais sentido para o seu caso. Aqui, a gente te mostra como construir a sua família com acolhimento e tecnologia, sem respostas prontas.

Para saber mais, você pode agendar uma consulta presencial ou mandar uma mensagem de WhatsApp para a nossa equipe de cuidados e tirar as suas dúvidas. Vamos juntas?

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