Quem é você fora do trabalho?

Para fechar o mês em que comemoramos o dia do trabalhador, quero que pare um momento e reflita: quem é você fora do trabalho

Já reparou que mesmo em situações que não são profissionais a gente tem muita dificuldade de responder à essa pergunta sem dizer o que fazemos?

Aliás, se alguém pergunta “o que você faz”, a gente logo associa esse verbo fazer àquele trabalho que paga as contas, por mais que a gente faça muitas outras coisas e elas também sejam uma parte importante do que a gente é e o que faz com que a gente seja o que é.

Se permitir ser o que é

Particularmente, já faz um tempo que faço um exercício consciente de não me permitir ser aquilo que faço e não me definir pelo meu trabalho. 

Mas tive a chance de fazer isso no ambiente de trabalho – por meio de uma dinâmica com meus colegas – e isso mudou tudo.

É um pouco assustador no começo, porque é um convite à vulnerabilidade num espaço em que queremos ser tudo, menos vulneráveis.

Eu, que não me considero tímida, me vi com as mãos suadas quando precisei deixar de lado minha bagagem profissional, que me traz tanta segurança, para compartilhar que escrevo bem antes de ser alguém que trabalha escrevendo.

Acho que todo mundo sentiu um pouco desse baque e justamente por isso essa troca foi tão especial, como se estivéssemos compartilhando segredos importantes. 

Faz bem lembrar que não somos nossos cargos, mas sim pessoas que choram por livros, que já fizeram parte de times de futebol, que misturam várias línguas na cabeça, que trabalham com cerâmica e velas aromáticas.

Não acho que exista nada de errado em abraçar de corpo e alma o nosso trabalho. 

Para nós, mulheres, que demoramos tanto para ter esse espaço validado, isso ainda é algo a ser celebrado. Só precisamos tomar cuidado para não deixar que essa faceta consuma nossa vida.

O papo hoje é para a gente aprender a se olhar para além desse lugar que ocupamos profissionalmente e buscar aquilo que vibra por dentro, mesmo sem pagamento nenhum no fim do mês.

Dito isso, até aqui, você já sabe quem é você fora do trabalho?

Você fora do ambiente de trabalho é você em Momentos de Autocuidado

Direto da newsletter da Gaía Passarelli, um recado sobre a importância de cultivar hobbies:

“Ver seriado não é hobby — mas fazer filmes caseiros, é. Ouvir música não é hobby — mas aprender um instrumento nas horas vagas, é. Cozinhar pode ser hobby, se você não fizer profissionalmente ou por obrigação. Hobby é um esporte, artesanato, jardinagem, bricolagem, aulas de culinária, clube de vinho, sei lá. Até a leitura e a escrita, se você não é profissional das letras. Um hobby é algo constante que dá prazer, que tira sua cabeça da rotina e a coloca em outro lugar. Um hobby pode ocupar uma hora por dia, uma tarde por semana. Pode ser individual ou coletivo. Mas tem que ser algo que te faça feliz. E vai te fazer muito bem.

Falar de fertilidade é também falar de trabalho

A decisão de Ser mãe e trabalhar fora é uma jornada que flutua entre desafios e recompensas.

É uma experiência que exige habilidades excepcionais de gestão de tempo, resiliência e dedicação, além de uma grande dose de entrega e comprometimento.

Para muitas mães, a decisão de trabalhar fora de casa vem acompanhada de sentimentos mistos: há a satisfação de se realizar profissionalmente, contribuir para a renda familiar e manter uma identidade além da maternidade.

Por outro lado, há a culpa que muitas vezes acompanha a ausência, a preocupação com o bem-estar dos filhos e a dificuldade de equilibrar as demandas profissionais e pessoais.

Porém, a capacidade de adaptação é uma característica marcante dessas mulheres que carregam jornada dupla: ela no ambiente de trabalho e ela no ambiente maternal.

você fora do trabalho

Trabalhar fora vs. Ser Mãe

O cenário ideal é ter uma rede de apoio, composta por familiares, amigos ou serviços de cuidado infantil, que desempenham um papel crucial para que essas mães possam cumprir suas responsabilidades.

Mas sabemos que essa pode não ser a realidade da maioria das mulheres no Brasil, mas temos a tecnologia como uma aliada importante.

Ferramentas de comunicação permitem que as mães fiquem conectadas com seus filhos ao longo do dia, e a flexibilidade de horários ou a possibilidade de trabalho remoto oferecem novas oportunidades para equilibrar melhor as demandas.

Além dos desafios práticos, há também o aspecto emocional, mães que trabalham fora frequentemente enfrentam julgamentos e expectativas da sociedade.

A luta contra estereótipos e a busca por validação, tanto no ambiente de trabalho quanto na família, são parte do cotidiano.

Ser mãe e trabalhar fora é uma prova de que a maternidade não limita as capacidades de uma mulher, mas sim amplia seu horizonte, oferecendo novas perspectivas e experiências que enriquecem nossa sociedade.

É um testemunho do poder da mulher moderna. Para mim, a melhor definição desse sentimento dualista é quando vemos uma descrição no linkedin do tipo: Ana, especialista em comunicação e mãe da Cecília.

Ser especialista e ser mãe é dizer em poucas palavras quem é você dentro e fora do ambiente de trabalho.

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