Infecções Sexualmente Transmissíveis: veja as 12 principais!

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas afirmam ter recebido o diagnóstico de ISTs no período de um ano, de acordo com uma pesquisa do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. Outra pesquisa do IBGE também indicou que apenas 22,8% dos brasileiros usam preservativos em todas as relações sexuais — percentual que vem diminuindo ano a ano, principalmente na população mais jovem. 

Quando falamos de Infecções Sexualmente Transmissíveis, é natural pensarmos sobretudo na AIDS: a epidemia dos anos 1980 e as consequências dessa doença em específico marcaram o imaginário popular e permearam a nossa representação de pessoas infectadas por ISTs.

No entanto, existem muitos outros tipos de infecções sexualmente transmissíveis por aí. Pensando nisso, a Oya preparou este Guia Completo de ISTs, pra te ajudar a identificar sintomas e saber direitinho o que fazer em caso de contato desprotegido. Vamos juntas?

O que são ISTs?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são doenças causadas por vírus, bactérias e outros microorganismos e transmitidas principalmente por meio do contato sexual. No entanto, a transmissão também pode acontecer durante a gestação, parto e amamentação.

Ao contrário do que se imagina, as ISTs não são contraídas apenas quando transamos sem camisinha numa relação com penetração pênis/vagina. A prática de sexo oral, o compartilhamento de brinquedos sexuais e, em alguns casos, até o contato das mãos com a região infectada e, em seguida, com outras mucosas (como boca e olhos) pode causar a contaminação.

Os sintomas e as formas de transmissão podem variar de acordo com a IST. No entanto, é importante lembrar que, hoje, já existem tratamentos eficazes para a grande maioria das doenças e os testes de identificação podem ser realizados gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde.

A forma de prevenção mais comum para todas essas doenças é o uso da camisinha em todas as relações sexuais.

IST e DST são a mesma coisa?

Sim! Há alguns anos, a expressão mais comum era “Doenças Sexualmente Transmissíveis” (DSTs). No entanto, a terminologia foi alterada por conta da possibilidade de se transmitir a infecção mesmo sem manifestar sinais ou sintomas, ou seja, sem que a doença associada àquele microorganismo se manifeste. 

Por isso, hoje, o mais indicado é se referir a “Infecções Sexualmente Transmissíveis” (ou ISTs).

Quais são as ISTs mais comuns?

De acordo com o Ministério da Saúde, as infecções sexualmente transmissíveis podem ser causadas por mais de 30 tipos de agentes etiológicos (ou seja: vírus, bactérias, protozoários, fungos etc.). 

Os sintomas e as formas de contaminação (para além do sexo) podem variar entre ISTs e, por isso, a Oya separou os 12 tipos mais comuns. Para saber mais sobre qualquer uma delas, basta clicar na lista abaixo:

1. Herpes genital

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo herpes-vírus humano 1 (HSV-1) ou 2 (HSV-2). Além de gerar lesões na região genital (vulva, pênis e ânus), também são sintomas comuns:

  • Vermelhidão na região genital;
  • Bolhas e úlceras;
  • Dor ao urinar;
  • Dores de cabeça;
  • Nódulos na virilha (também conhecidos como “ínguas”).

No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, nem todos os infectados com herpes genital sabem que têm a doença. De fato, a maioria dos casos não gera sintomas visíveis e as lesões primárias podem demorar até 15 dias para começar a aparecer.

A transmissão do herpes genital pode acontecer por meio do contato direto com as lesões ou, como é mais comum, do contato entre pele quando as lesões ainda não são aparentes. Por isso, a melhor forma de prevenção é a partir do uso da camisinha em todas as relações. Também existe risco de transmissão para o bebê durante o parto; nos bebês, a infecção é considerada grave.

O diagnóstico é feito em consultório médico, a partir da avaliação física e de exames laboratoriais, como o teste para HSV. 

O tratamento do herpes genital varia de acordo com o tipo de infecção, e geralmente envolve medicações sintomáticas e para controle do vírus. De toda forma, seja uma infecção primária ou recorrente, ele é feito de forma medicamentosa. 

2. HPV

O papilomavírus humano, popularmente conhecido como HPV, é uma IST que afeta a pele e as mucosas, causando verrugas na região genital e no ânus. O HPV também é o agente responsável por mais de 50% dos casos de câncer causados por vírus — um deles é o câncer de colo de útero, o segundo mais comum entre pessoas do sexo feminino. 

Dentre os mais de 150 tipos de vírus HPV, porém, os tipos 6, 11, 16 e 18 são os que demandam mais atenção.

Na maioria das pessoas infectadas, o HPV não apresenta sintomas. Eles costumam se manifestar apenas quando há uma queda na imunidade, e os mais comuns são o aparecimento de verrugas na região genital. 

Por isso, a melhor forma de identificar o HPV é através dos exames de rotina. No caso de pessoas do sexo feminino, o principal exame é a coleta de HPV por PCR (exame semelhante ao Papanicolau). 

A transmissão do HPV acontece principalmente pela via sexual, o que inclui o contato entre regiões genitais, ou de mão e boca com a região genital. Ou seja, não se resume ao ato sexual com penetração. A camisinha segue sendo uma importante aliada na prevenção, mas apenas a vacina contra HPV garante proteção eficaz.

Os tratamentos contra HPV podem variar de acordo com o tipo de lesão. Assim, podem ser feitos através do uso de medicamentos ou por via cirúrgica. 

3. HIV/AIDS

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o principal causador da AIDS, a síndrome da imunodeficiência adquirida. Ao atacar o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, esse vírus faz com que a pessoa infectada fique mais vulnerável a outras doenças. 

Apesar de ser uma IST, o HIV só é transmissível em pessoas que não estão em tratamento ou mantêm uma carga viral alta. A transmissão pode acontecer tanto pela via sexual, através de relações desprotegidas, quanto pelo compartilhamento de seringas ou durante a gravidez e amamentação. 

Uma pessoa infectada com o vírus do HIV pode ficar anos assintomática e até mesmo nunca chegar a desenvolver a AIDS se fizer o tratamento adequado antes do surgimento dos sintomas — por isso a testagem periódica é tão importante! 

Sem o protocolo pós-exposição, o vírus pode se instalar e se reproduzir no organismo, desencadeando a doença. Os primeiros sintomas da AIDS são muito parecidos com os de uma gripe, o que faz com que a infecção muitas vezes passe despercebida. Na sequência, há uma queda dos glóbulos brancos (os responsáveis pela defesa do nosso organismo) e outros sintomas, como febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento, começam a aparecer.

Em estágio avançado, por conta da baixa dos glóbulos brancos, a pessoa infectada fica mais vulnerável a outras doenças mais graves, como a hepatite, a pneumonia, o câncer etc. 

A testagem para o vírus do HIV é feita a partir da coleta de sangue ou fluido oral. Hoje, o Sistema Único de Saúde já disponibiliza um teste rápido e gratuito, com resultados em até 30 minutos. O exame pode ser feito nas unidades básicas de saúde, nos Ambulatórios IST/Aids de redes municipais ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Além disso, o SUS também oferece as Profilaxias Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP), medicamentos retrovirais que podem ser usados:

  • no caso da PrEP: por pessoas que não vivem com o HIV, mas têm mais chances de ser expostas a ele, como trabalhadores do sexo, pessoas trans e casais sorodiferentes (quando um deles é soropositivo e o outro, não);
  • no caso da PEP: que não vivem com o vírus, mas foram expostas a ele, como quando a camisinha estoura durante a relação sexual ou quando há violência sexual.

Pessoas soropositivas (ou seja, portadoras do vírus HIV, tendo ele se manifestado ou não) podem receber tratamento (que deve ser feito pelo resto da vida) de forma gratuita, via SUS. O cuidado é feito por meio de um coquetel de medicamentos antirretrovirais (ARV) que visa controlar a ação do vírus HIV no organismo. 

Ele também interrompe a cadeia de transmissão, possibilitando que as pessoas soropositivas tenham uma vida completamente normal. Além disso, mulheres grávidas e soropositivo que fazem o tratamento têm 99% de chances de terem filhos sem HIV.

4. Hepatites B e C

A hepatite B e C são doenças que agridem o fígado e são causadas pelo vírus B ou C da hepatite (HBV). O vírus atinge a corrente sanguínea e, em alguns casos, a infecção pode ser resolvida espontaneamente, a partir da ação dos nossos anticorpos. Nos casos em que isso não acontece, a infecção é considerada crônica.

A contaminação pode acontecer a partir da relação sexual sem camisinha, do contato com o sangue contaminado (por seringas e outros objetos cortantes, como alicates mal esterelizados) e da gestação e/ou parto.

Assim como em outras ISTs, as hepatites B e C têm uma evolução silenciosa, com diagnóstico tardio. Os sintomas, quando aparentes, são comuns a outras doenças do fígado e incluem cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre e dor abdominal. Cerca de 1/3 dos pacientes também apresentam olhos e pele amarelados.

O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais ou pelo teste rápido, disponibilizado pelo Ministério da Saúde na rede pública. O tratamento é feito com antivirais específicos, também disponíveis no Sistema Único de Saúde. Também é recomendado que seja interrompido o consumo de álcool, para evitar que haja uma piora na saúde da pessoa infectada.

A melhor forma de prevenção da hepatite B é por meio da vacinação, prevista no calendário infantil e disponível para qualquer pessoa em postos de saúde. Além disso, é indicado o uso do preservativo em todas as relações sexuais. Não existe vacina para a hepatite C, mas há possibilidade de tratamento

A principal diferença entre as hepatites B e C está no tempo de transmissão e na gravidade das doenças. A hepatite C é considerada “mais perigosa” porque é a responsável pela maioria dos casos crônicos e dos casos que evoluem para cirrose. 

5. Gonorreia

A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria conhecida como gonococo. É uma das ISTs mais comuns em todo o mundo, com cerca de 200 milhões de casos anualmente. 

A transmissão da gonorreia só pode acontecer pela via sexual sem proteção ou entre mãe e filho no momento do parto. Além disso, a transmissão pode se dar mesmo quando não há manifestação de sintomas.

O principal sintoma da gonorreia é a inflamação da uretra (uretrite). Nesses casos, é comum apresentar corrimento amarelado, dor ao urinar e urgência para urinar, sintomas comuns de infecções urinárias e de cistite. No caso de pessoas do sexo masculino, a inflamação na ponta do pênis também é um sinal comum. A gonorreia é, aliás, mais facilmente identificada em pessoas do sexo masculino, o que faz com que as complicações sejam mais frequentes em pessoas do sexo feminino.

Quando não tratada, a gonorreia pode evoluir para um caso de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), uma infecção que atinge os órgãos reprodutores e pode gerar infertilidade feminina. Em pessoas do sexo masculino, também pode haver infertilidade e infecção dos testículos e da próstata.

O diagnóstico costuma ser feito a partir de exames laboratoriais. O tratamento é simples e feito com antibióticos, que devem ser receitados por um médico. As parcerias também devem passar pelo tratamento.

6. Clamídia

A clamídia é uma IST parecida com a gonorreia, que também causa infecção nos órgãos genitais, podendo afetar a garganta e os olhos. Sua principal forma de transmissão é por meio do contato sexual desprotegido, mas ela também pode ser passada da mãe para o bebê durante a gestação.

A maioria dos casos de clamídia são assintomáticos. No entanto, quando presentes, os sintomas mais comuns em pessoas do sexo feminino são: corrimento amarelado, sangramento durante as relações sexuais, dor ao urinar e dor nas relações sexuais. Já em pessoas do sexo masculino, os sintomas são ardência ao urinar, presença de pus na uretra e dor nos testículos. 

Quando não tratada, a clamídia também pode ser uma fonte de infertilidade e de complicações durante a gestação, como abortos espontâneos, inflamações na camada interna do útero e parto precoce.

O diagnóstico da clamídia deve ser feito por um profissional de saúde. O tratamento é feito com o uso de antibióticos a depender de cada caso. Ao contrário de outras ISTs, a clamídia tem cura. 

7. Sífilis

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Suas manifestações e estágios são vários, sendo mais comum a transmissão nos estágios primário e secundário. 

A transmissão acontece tanto pelo sexo desprotegido quanto durante a gestação. Quando não há tratamento, coloca em risco a vida do bebê, aumentando as chances de aborto e podendo evouluir para sequelas no recém-nascido. 

A prevenção da sífilis se dá apenas a partir do uso da camisinha em todas as relações sexuais. Não existe, hoje, uma vacina para evitar a contaminação.

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença. Na tabela abaixo, indicamos os principais sintomas de cada estágio, de acordo com o Ministério da Saúde:

Estágio da sífilisPrincipais sintomas
Sífilis primáriaFerida, em geral única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca etc.). A ferida não causa dor, coceira ou ardência, e também não costuma apresentar pus.
Sífilis secundáriaApós o aparecimento e cicatrização da ferida inicial, pode ocorrer o aparecimento de manchas no corpo (principalmente palma das mãos e dos pés), além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas.
Sífilis terciáriaNesse estágio, a sífilis já se manifesta a partir do surgimento de lesões cutâneas mais graves, ósseas, cardiovasculares e neurológicas. Se não tratada, pode levar à morte.
Sífilis latenteNa fase assintomática, não há a presença de nenhum sinal da doença. A duração desse período é variável.

O diagnóstico da sífilis deve ser feito por um profissional de saúde e pode ser difícil, já que os sintomas são comuns a outras doenças. O tratamento para a sífilis é feito por meio de antibióticos e, enquanto está em andamento, todas as relações sexuais devem ser suspensas.

8. Infecção pelo HTLV

A infecção pelo HTLV é causada pelo vírus T-linfotrópico humano, que atinge as células de defesa do organismo, aumentando as chances de contrair outras doenças. 

A transmissão pode acontecer tanto da mãe para o bebê, quanto pelas relações sexuais desprotegidas. Além disso, no caso de pessoas grávidas infectadas com o vírus, a amamentação é contraindicada.

Os sintomas do HTLV são raros. Dos infectados, cerca de 10% apresentarão outras doenças associadas ao vírus, como doenças neurológicas, oftalmológicas, urológicas e hematológicas. Essa é uma condição comum nas ISTs que mexem com o nosso sistema imunológico, como também é o caso do HIV.

O tratamento do HTLV, portanto, é feito de acordo com a doença relacionada a ele. A pessoa infectada pode receber acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde, sendo encaminhada para um especialista.

A única forma de prevenção da doença é o uso de camisinha em todas as relações. Além disso, o compartilhamento de seringas e outros objetos cortantes também não é recomendado.

9. Tricomoníase

A tricomoníase é a infecção da vagina ou do trato genital masculino. É causada pelo protozoário Trichomas vaginalis e costuma infectar mais mulheres do que homens, embora, em homens, possa persistir no trato geniturinário por mais tempo sem provocar sintomas.

Em pessoas do sexo feminino, os sintomas incluem corrimento vaginal amarelo-esverdeado e com odor de peixe, sensibilidade na vulva e no períneo (região entre a vulva e o ânus) e edema (inchaço) dos lábios. Também podem acontecer casos de cistite e uretrite, a infecção da uretra. Em pessoas do sexo masculino, por outro lado, os sintomas costumam não aparecer. Em alguns casos, porém, há uretrite com secreção. 

O diagnóstico é feito a partir de exames (vaginal e laboratoriais). Em alguns casos, os sintomas podem ser associados a outras ISTs, como a gonorreia e a clamídia, e a tricomoníase deve ser considerada quando os tratamentos para essas outras infecções não forem efetivos.

O tratamento da tricomoníase é feito pela via medicamentosa e deve ser indicado por um profissional de saúde. Eventuais parceiros sexuais também devem ser notificados e tratados.

10. Doença inflamatória pélvica (DIP)

A doença inflamatória pélvica, também conhecida como DIP, pode ser causada por várias bactérias que atingem os órgãos sexuais internos da pessoa do sexo feminino, como útero, trompas e ovários. Em geral, a transmissão destas bactérias ocorre por meio do contato após uma relação sexual desprotegida.

A maioria dos casos de DIP está associada a outras infecções sexualmente transmissíveis não tratadas, como a gonorreia e a clamídia. Em casos mais raros, pode acontecer após procedimentos médicos locais, como a inserção de DIU.

Os principais sintomas da DIP são dor na parte baixa do abdômen, corrimento vaginal, dor durante a relação sexual, febre, dor nas costas e vômitos. Caso não seja tratada, ela pode evoluir para um quadro mais grave, que requer internação médica.

Vale pontuar que a DIP é considerada uma das causas mais comuns para a infertilidade feminina. Além disso, gera outros problemas durante a gestação. A única forma de prevenção é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.

O tratamento pode variar de acordo com o quadro da doença. Por isso, em caso de suspeita, o ideal é buscar auxílio médico o mais rápido possível.

11. Linfogranuloma venéreo (LGV)

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e atinge os órgãos genitais e os gânglios da virilha. Popularmente, é também chamada de “mula”.

A transmissão acontece através da relação sexual desprotegida. Os principais sintomas da doença são:

  • Feridas nos órgãos genitais, que podem desaparecer sem tratamento;
  • Inchaço doloroso na virilha, que pode romper e ter pus;
  • Dores nas articulações, febre e mal estar.

Quando não tratada, a LGV pode evoluir para um caso de elefantíase no pênis, escroto e vulva. 

O diagnóstico e tratamento devem ser feitos por um profissional de saúde, uma vez que os sintomas são semelhantes ao de outras infecções sexualmente transmissíveis. 

12. Cancro mole

O cancro mole é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, que gera feridas genitais. Pessoas com essa infecção também têm mais risco de serem infectadas e transmitir o HIV.

Os principais sintomas do cancro mole são bolhas pequenas e dolorosas que aparecem na região genital e/ou ao redor do ânus. Elas se rompem rapidamente, formando feridas abertas, que podem se juntar e se aprofundar na pele.

O diagnóstico é feito por meio de um exame físico. Em alguns casos, também pode ser solicitada a cultura de uma amostra de pus, caso as feridas apresentem secreção. A suspeita do cancro mole acontece quando as feridas não têm outra causa evidente.

Não há testes específicos para a detecção do cancro mole, mas podem ser feitos exames que eliminam outras ISTs, como a sífilis e o HIV. O tratamento é feito por meio do uso de um ou vários antibióticos.

A prevenção se dá a partir do uso de camisinha em todas as relações sexuais.

O que fazer em caso de suspeita de ISTs?

Apesar da variação de sintomas entre infecções sexualmente transmissíveis, alguns sinais são considerados comuns a todas elas. São eles:

  • Presença de corrimento com cheiro forte;
  • Dor ao urinar;
  • Presença de lesões e/ou verrugas na região genital;
  • Coceira na genitália;
  • Dores pélvicas.

Caso você apresente um ou mais sintomas, é fundamental buscar apoio médico. Além da consulta presencial, uma consulta online com ginecologista pode te ajudar a entender se esses sintomas também podem ser característicos de outras doenças ginecológicas e ainda te orientar sobre o que fazer após uma relação desprotegida.

Depois de buscar apoio médico, pode ser necessário realizar alguns exames físicos ou laboratoriais para a confirmação (ou não!) das suspeitas. 

É importante ter em mente, contudo, que algumas ISTs não têm sintomas e a falta de tratamento pode levar a complicações sérias. Por isso, ter o hábito de realizar exames de rotina é indispensável, mesmo para quem está numa relação monogâmica estável.

Como se prevenir contra ISTs?

A forma mais eficaz de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis é a partir do uso da camisinha em todas as relações. Isso vale para o sexo com penetração pênis/vagina, mas também para o sexo oral, compartilhamento de brinquedos sexuais e outras práticas, independentemente da orientação sexual das pessoas envolvidas.

Em alguns casos, porém, apenas a camisinha ainda não é suficiente para impedir por completo a contaminação.

Assim, reforçamos que também é fundamental a vacinação adequada, mesmo durante a fase adulta. Além disso, fazer os exames de rotina ginecológica ajuda a identificar lesões e/ou sintomas em fase inicial, o que possibilita um tratamento mais eficaz e diminui as chances de progressão da doença.

Vale pontuar, ainda, que, para quem tem diversos parceiros ou parceiras, a testagem recorrente também é recomendada. Desse modo, você garante que não teve contato com nenhum tipo de infecção, ou pode começar o tratamento mesmo que ainda não tenha manifestado nenhum sintoma.

Por fim, pessoas com vulva que se relacionam com outras pessoas com vulva também devem estar atentas à prática sexual segura e a possíveis sintomas.

Como é feito o diagnóstico de ISTs?

O diagnóstico das infecções sexualmente transmissíveis é feito principalmente através da anamnese, ou seja, uma conversa inicial que leva em consideração o histórico de saúde da paciente, bem como os seus sintomas e estilo de vida. Além dela, também são realizados exames físicos

Em caso de suspeitas de ISTs — em geral, a partir da manifestação física de sintomas típicos, como feridas na região genital, dor pélvica ou corrimento —, pode ser solicitada a coleta de alguns exames para testagem

Como funciona o teste rápido para IST?

O Ministério da Saúde disponibiliza, hoje, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C. Neles, os resultados saem em até 30 minutos e não há a necessidade de uma estrutura laboratorial completa. Apenas quando há resultado positivo uma amostra de sangue é enviada para o laboratório, para a confirmação do diagnóstico.

O tratamento só tem início após a confirmação do diagnóstico. No caso de gestantes, porém, devido ao risco de contaminação do bebê, o tratamento pode ter início a partir do primeiro resultado positivo.

As ISTs podem afetar a fertilidade?

Sim. Diferentes tipos de infecções sexualmente transmissíveis têm efeitos diversos na fertilidade, tanto de pessoas do sexo feminino quanto de pessoas do sexo masculino. 

Em alguns casos, como na doença inflamatória pélvica, a IST pode ser responsável pela infertilidade da pessoa infectada. Em outros, pode causar problemas na gestação, como abortos, gravidez ectópica (quando ocorre nas trompas, e não no útero) e má-formação feto, ruptura prematuras de membranas ovulares e trabalho de parto prematuro. 

Há casos, ainda, em que a IST pode ser transmitida pela mãe ao bebê durante a gravidez ou no momento do parto, causando complicações para a criança recém-nascida. Outra forma de transmissão comum é pela amamentação.

Por isso, para quem deseja engravidar um dia, é fundamental ter um acompanhamento ginecológico completo e manter os exames de rotina em dia. Além disso, no caso de identificação de uma IST, o tratamento médico pode ser feito antes da gestação ter início.

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ESCRITO POR

Dra. Juliana Sperandio

REVISADO POR

Dra. Juliana Sperandio

A Dra. Juliana Sperandio é a líder de cirurgias da Oya Care e especialista em endometriose, miomas, pólipos e cirurgias ginecológicas minimamente invasivas.

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